Malafaia rebate Temer e defende Michelle Bolsonaro como favorita da direita para 2026
Ex-primeira-dama ganha força no bolsonarismo e é defendida por aliados em meio à movimentação da direita por nome de consenso
Reprodução/YouTube/Silas Malafaia
O pastor Silas Malafaia usou as redes sociais, nesta segunda-feira (12), para endossar o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como a candidata da direita para as eleições de 2026. A publicação foi uma resposta ao ex-presidente Michel Temer (MDB), que pediu uma unificação das candidaturas da direita. Em sua resposta, Malafaia afirmou que Temer “esqueceu” que Michelle “reúne os votos dos bolsonaristas, da direita, das mulheres e dos evangélicos”.
Apesar da declaração de Malafaia, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) evitam discutir um substituto para o ex-presidente, que está inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já que muitos ainda apontam Bolsonaro como candidato em 2026.
Sem definição de Bolsonaro, disputa interna se intensifica
Entre os nomes mais cotados no campo bolsonarista para disputar a Presidência estão Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Tarcísio, no entanto, tem reiterado que pretende buscar a reeleição no governo paulista. Michelle, por sua vez, tem se envolvido mais ativamente nas manifestações promovidas por seu marido e passou a ser vista como figura central na sustentação do bolsonarismo.
Bolsonaro já chegou a dizer que apoiaria a candidatura da esposa, desde que a Casa Civil ficasse sob seu comando em eventual governo dela. Mais recentemente, porém, o ex-presidente voltou a afirmar que ele próprio ainda é a única alternativa viável da direita, mesmo diante da inelegibilidade.
Articulação por terceira via reúne governadores
A movimentação de Silas Malafaia ocorre após Michel Temer defender, em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, a união de governadores com perfil conservador em torno de uma candidatura única. O ex-presidente relatou que tem sido procurado por gestores estaduais interessados em viabilizar um projeto político alternativo tanto ao bolsonarismo quanto à esquerda.
“Eu vejo que, nas conversas que tive com alguns governadores, eles estão muito dispostos a uma coisa dessa natureza. Se saírem cinco candidatos deste lado e um único candidato do outro lado, é claro que o candidato do outro lado vai ter uma vantagem extraordinária”, avaliou Temer.
Segundo ele, participaram dessas conversas os governadores Ratinho Júnior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e, em ocasiões anteriores, Eduardo Leite (agora no PSD), do Rio Grande do Sul.
Temer descarta candidatura, mas volta ao debate
Apesar das articulações, Temer garantiu que não pretende se candidatar novamente. Segundo ele, seu ciclo na política foi concluído após mais de três décadas de atuação, que incluíram os cargos de deputado, presidente da Câmara, vice-presidente e, por fim, presidente da República entre 2016 e 2018, após o impeachment de Dilma Rousseff (PT).
O nome de Temer, no entanto, voltou ao centro do debate político após uma publicação do consultor eleitoral Wilson Pedroso, na rede social X, sugerindo ironicamente sua candidatura ao Planalto. A “brincadeira” viralizou e alcançou mais de 2,8 milhões de visualizações, com milhares de curtidas e compartilhamentos, gerando reações que dividem bolsonaristas e representantes do centro político.
Divisão na direita marca prévia da corrida presidencial
A reação de Malafaia reforça a divisão entre setores da direita que orbitam o bolsonarismo e aqueles que buscam uma alternativa ao nome da família Bolsonaro. Embora ainda faltem mais de 18 meses para a eleição, a disputa pela cabeça de chapa já mobiliza lideranças políticas, religiosas e empresariais em torno de nomes como Michelle, Tarcísio, Zema e Caiado.
Enquanto isso, o silêncio estratégico de Jair Bolsonaro mantém em suspenso o futuro do bloco que o elegeu em 2018 e o levou ao segundo turno em 2022, mesmo diante da derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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