Lula diz que ‘jamais’ pediria a um partido para não lançar candidato à presidência: ‘Quanto mais candidatos, melhor’
Presidente destacou que partidos devem ter liberdade de lançar nomes em 2026 e afirmou que não haverá espaço para terceira via
Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (28), que “jamais” pediria a um partido que deixe de lançar candidato à Presidência em 2026. Em entrevista ao Balanço Geral de Minas Gerais, da Record, o petista ressaltou que apenas chegou ao cargo porque insistiu em disputar.
“Eu jamais direi para um presidente de partido não lançar candidato a presidente, porque eu só sou o presidente porque eu teimei e fui candidato”, disse Lula.
Lula defende múltiplas candidaturas
O presidente avaliou que o processo eleitoral será mais saudável com a presença de diversos concorrentes. Para ele, a escolha em 2026 será polarizada entre dois campos políticos, sem espaço para uma terceira via. Lula também comentou declaração do governador Romeu Zema (Novo), que afirmou que o excesso de candidatos poderia fortalecer a direita. O petista respondeu que quanto mais nomes a direita tiver, melhor.
“Eu também acho melhor, quanto mais eles tiverem candidatos, melhor. Aliás, o Brasil precisa que tenha muito candidato”, afirmou.
Na mesma entrevista, Lula disse que o Brasil carece de lideranças nacionais e citou a si próprio e o ex-presidente Getúlio Vargas como exemplos. Ele destacou a criação da CLT e do salário mínimo como legados de Vargas e afirmou que, posteriormente, coube ao seu governo implementar políticas de inclusão social.
O presidente voltou a afirmar que sua candidatura em 2026 depende de estar em plenas condições físicas. Ele explicou que cuida da saúde e da preparação diária para ter condições de disputar a eleição, caso decida se lançar.
“Agora, eu quero saber se os outros vão estar melhores do que eu. Eu me preparo, me preparo fisicamente, cuido da minha saúde, porque eu gosto de mim”, disse.
Aprovação de Lula recua, aponta pesquisa
Uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (28) mostra que a aprovação de Lula caiu para 47,9%, após meses de crescimento gradual. A desaprovação atingiu 51%, revertendo a tendência anterior.
Desaprovação cresce em segmentos específicos
A rejeição é mais alta em determinados grupos. Entre os evangélicos, 70,6% desaprovam Lula. A taxa também é elevada entre pessoas de 25 a 34 anos (66%), moradores do Sul (61,2%), famílias com renda entre R$ 2 mil e R$ 3 mil (60,2%), pessoas com Ensino Médio completo (58,1%) e entre os homens (56,6%).
Na avaliação geral do governo, 51,2% classificaram como ruim ou péssimo, enquanto 43,7% consideraram ótimo ou bom. As opiniões regulares ficaram em 5,1%.
Comparação com Bolsonaro
O levantamento comparou o desempenho de Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em diferentes áreas. Lula aparece em desvantagem em segurança pública, onde 44% o consideram pior contra 41% que veem melhora, e em responsabilidade fiscal, em que perde por 46% a 44%. Também foi mal avaliado em impostos e carga tributária, com 48% o considerando pior e 46% melhor.
Por outro lado, Lula tem vantagem em direitos humanos (56% contra 38%), políticas sociais (56% a 38%), relações internacionais (56% a 43%), moradia (55% a 37%), turismo (55% a 35%), infraestrutura (55% a 40%), saúde (53% a 38%) e educação (55% a 41%).
Acertos e erros apontados pelos eleitores
Os entrevistados destacaram como acertos a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil (85% de aprovação), a ampliação do Farmácia Popular com gratuidade em todos os medicamentos (84%) e a retirada de garimpeiros de terras indígenas (80%).
As medidas mais criticadas foram a taxação de compras internacionais de até US$ 50, rejeitada por 60% dos entrevistados, a tentativa de fiscalizar transações via Pix acima de R$ 5 mil mensais, rejeitada por 55%, e o aumento do IOF, apontado como erro por 50%.
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