Lula confia em medidas sociais para reverter queda histórica na popularidade
Aprovação do governo caiu de 35% para 24% em dois meses, conforme pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo federal confia que programas sociais como o “Gás pra Todos“, a ampliação do Farmácia Popular e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais podem melhorar a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Essas medidas buscam atender a população de baixa renda e também a faixa que recebe de dois a cinco salários mínimos, setores considerados estratégicos para o governo. As informações são do blog da Julia Duailibi, do G1.
Além dessas iniciativas, o Planalto aposta na ampliação do crédito consignado nos bancos privados. A expectativa é que esses projetos, que estão em fase de finalização, sejam enviados ao Congresso antes do Carnaval. O impacto dessas propostas ainda está em avaliação, especialmente diante das restrições orçamentárias e da necessidade de viabilizar o financiamento das medidas.
Entre os programas anunciados, o “Gás pra Todos” tem sido um dos principais focos do governo. O Ministério da Fazenda trabalha na modelagem do programa, prevendo beneficiar cerca de 5,5 milhões de famílias a partir de abril. No entanto, Lula declarou em evento em Macapá que a iniciativa atenderia 22 milhões de famílias, número que surpreendeu integrantes da equipe econômica.
Modelo e financiamento do ‘Gás pra Todos’
O programa substituirá o Auxílio-Gás, que atualmente repassa um valor correspondente a 50% do preço médio do botijão a cada dois meses. No novo formato, as famílias receberão um voucher para retirar o botijão gratuitamente, e as distribuidoras terão subsídios do governo para cobrir os custos.
O valor destinado ao programa no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025 é de R$ 600 milhões, considerado insuficiente para alcançar os 22 milhões de beneficiários citados por Lula. Em novembro de 2024, o Ministério de Minas e Energia estimava que o programa atenderia 20 milhões de famílias e sugeriu que fosse financiado por fundos públicos, proposta rejeitada pela Fazenda, que optou por mantê-lo dentro do orçamento federal.
Lula justificou a criação do programa ao criticar a alta no preço do gás de cozinha.
“Estamos discutindo um projeto, já está quase tudo pronto para a gente entregar gás de graça para 22 milhões de famílias nesse país. Porque para nós, o gás faz parte da cesta básica. O gás sai da Petrobras por R$ 36, a Petrobras entrega o gás para essas distribuidoras a R$ 36. Ele chega aqui por R$ 150. Não é possível“, afirmou o presidente.
Farmácia Popular e Crédito Consignado
Outra iniciativa do governo para ampliar o alcance social de suas políticas é a ampliação do Farmácia Popular. Desde a última sexta-feira (14), os 41 itens oferecidos pelo programa passaram a ser distribuídos gratuitamente, incluindo fraldas geriátricas e medicamentos para diabetes associada a doenças cardiovasculares.
O governo também trabalha para facilitar o acesso ao crédito consignado, com a criação de uma plataforma digital que permitirá à população comparar as taxas de juros cobradas pelos bancos. A ideia é que, com mais informações sobre os trabalhadores fornecidas pelo e-Social, as instituições financeiras possam oferecer juros mais baixos.
A ampliação do consignado é vista como uma forma de reduzir o custo do crédito para trabalhadores que dependem desse tipo de financiamento. No entanto, a medida dependerá da adesão dos bancos e da capacidade do governo de garantir condições favoráveis para os tomadores de empréstimos.
Isenção do IR e desafios no Congresso
A proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais foi anunciada no final de 2024 como parte do pacote fiscal do governo. Após reação negativa do mercado, o governo decidiu adiar o envio do projeto ao Congresso para 2025.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a perda de arrecadação decorrente da isenção seria compensada pela tributação de pessoas com rendimentos superiores a R$ 50 mil mensais. No entanto, a medida enfrenta resistência no Congresso, onde parlamentares demonstram preocupação com o impacto fiscal da iniciativa.
Além disso, ainda não há consenso sobre se a tributação dos mais ricos será suficiente para equilibrar as perdas causadas pela isenção. A falta de acordo pode atrasar a tramitação do projeto ou levar a modificações no texto original.
Impacto das medidas
As novas propostas são vistas como uma tentativa do governo de fortalecer seu apoio popular em meio à queda na aprovação de Lula. A isenção do IR e o “Gás pra Todos” são medidas de alto impacto para a população de baixa e média renda, segmentos considerados essenciais para a base de apoio do presidente.
A ampliação do Farmácia Popular e a facilitação do crédito consignado também reforçam essa estratégia, ao oferecer benefícios diretos para setores da sociedade que enfrentam dificuldades econômicas. O sucesso dessas políticas dependerá da capacidade do governo de implementá-las dentro dos limites fiscais e da aceitação do Congresso.
As discussões sobre o financiamento dos programas devem seguir nas próximas semanas, com o governo buscando alternativas para viabilizar as medidas sem comprometer as contas públicas. A adesão das instituições financeiras ao novo modelo de crédito e a aprovação da isenção do IR serão fatores decisivos para o impacto dessas iniciativas na popularidade do presidente.
Lula atinge pior índice de aprovação dos três mandatos
A aprovação do governo do presidente Lula caiu de 35% para 24% em dois meses, conforme pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (14). O índice é o menor registrado nos três mandatos do petista. No mesmo período, a reprovação subiu de 34% para 41%.
Segundo o levantamento, 32% avaliam o governo como regular, três pontos percentuais a mais que na pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2023. O instituto ouviu 2.007 eleitores entre os dias 10 e 11 de janeiro, em 113 cidades brasileiras. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A queda na popularidade ocorre em meio à “crise do Pix” e ao aumento no preço dos alimentos. O governo tem apostado na estratégia de comunicação para reverter a imagem negativa.
Comparativo histórico
Em seus dois mandatos anteriores, Lula não havia registrado um índice tão baixo de aprovação. O pior resultado anterior foi no final de 2005, durante o escândalo do mensalão, quando o governo atingiu 28% de avaliação “bom e ótimo”.
Em dezembro de 2023, o Datafolha apontou 34% de reprovação, o maior percentual até então. A nova pesquisa mostra um aumento significativo na insatisfação da população. A queda na aprovação de Lula ocorre em um contexto de desafios econômicos, como o impacto da inflação sobre o custo de vida e o aumento de preços de itens básicos.
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