Governo Lula encerra 2024 com 52% de aprovação, segundo pesquisa Quaest
Bahia continua sendo Estado com maior aprovação ao governo Lula, registrando 66%, mesmo com queda em relação aos 69% registrados em outubro
Marcelo Camargo/ Agência Brasil
A pesquisa Quaest, divulgada na manhã desta quarta-feira (11), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) finaliza 2024 com 52% de aprovação em meio a um cenário político e econômico desafiador. A desaprovação subiu dois pontos percentuais, passando de 45% em outubro para 47% em dezembro. Apenas 1% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder, uma redução em relação aos 4% registrados na pesquisa anterior.
Essa análise detalha as variações regionais, demográficas e econômicas, destacando as nuances da percepção pública sobre o governo Lula ao longo do ano.
Quaest: desempenho regional
O Nordeste continua sendo o principal reduto de apoio ao presidente Lula. Apesar de um leve recuo, a aprovação permanece alta, caindo de 69% para 67%. A desaprovação na região, por outro lado, aumentou de 26% para 32%. Esse crescimento reflete um aumento da polarização mesmo em áreas historicamente favoráveis ao governo.
No Sudeste, a maior e mais influente região do país, os índices demonstram estabilidade. A aprovação caiu ligeiramente de 45% para 44%, enquanto a desaprovação se manteve em 53%.
Já no Sul, o presidente registrou um crescimento, com a aprovação subindo de 42% para 45%. A desaprovação também apresentou uma pequena queda, de 53% para 52%, demonstrando uma possível reconquista de parte do eleitorado na região.
Nas regiões Centro-oeste e Norte, analisadas em conjunto, a desaprovação superou a aprovação, com os índices passando de 46% para 50% e de 49% para 48%, respectivamente.
Destaques estaduais da pesquisa
A Bahia continua sendo o Estado com maior aprovação ao governo Lula, registrando 66%, mesmo com uma queda em relação aos 69% registrados em outubro. Já Pernambuco apresentou a maior redução de apoio, com a aprovação caindo de 73% para 65%, enquanto a desaprovação subiu de 27% para 33%.
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, a aprovação sofreu um impacto significativo, caindo de 50% para 43%, enquanto a desaprovação aumentou de 48% para 55%. No Centro-oeste, Goiás registrou queda na aprovação de 49% para 41%, com a desaprovação subindo de 50% para 56%.
Impacto por faixa de renda
Entre os brasileiros que ganham até dois salários mínimos, a aprovação cresceu ligeiramente, de 62% para 63%, reforçando o apoio das classes economicamente vulneráveis. Neste grupo, a desaprovação caiu de 34% para 32%.
Por outro lado, entre aqueles com renda entre dois e cinco salários mínimos, a aprovação caiu de 51% para 48%, enquanto a desaprovação subiu de 46% para 50%. Na faixa de renda acima de cinco salários mínimos, a desaprovação aumentou de 57% para 59%, superando amplamente a aprovação, que caiu de 40% para 39%.
Gênero, faixa etária e religião
Entre os gêneros, as mulheres continuam mais favoráveis ao governo Lula, com 54% de aprovação, ante 49% entre os homens. Essa diferença reflete, em parte, a atenção do governo a políticas públicas voltadas para mulheres.
Na análise por idade, o maior apoio vem dos brasileiros com 60 anos ou mais, onde a aprovação saltou de 49% para 57%. Já entre os jovens de 16 a 34 anos, o apoio caiu de 53% para 48%, enquanto a desaprovação subiu de 43% para 50%.
A pesquisa também destacou diferenças entre evangélicos e católicos. Entre os evangélicos, 56% desaprovam o governo, enquanto 42% aprovam. Já entre os católicos, os números são inversos, com 56% de aprovação e 42% de desaprovação.
Contexto e perspectivas da Pesquisa
Os dados da Quaest refletem a complexidade do cenário político enfrentado pelo governo Lula em 2024. Apesar de manter um índice de aprovação majoritário, a elevação da desaprovação em segmentos-chave como o Sudeste e entre jovens evidencia desafios que podem se intensificar nos próximos anos.
Ficha técnica da Quaest
A pesquisa ouviu 8.598 brasileiros de 16 anos ou mais entre os dias 4 e 9 de dezembro. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou menos, com nível de confiança de 95%.
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