Cerimônia no Planalto relembra dois anos dos ataques do 8 de janeiro com obras restauradas e ato pela democracia
Evento incluirá a apresentação de 21 peças recuperadas por especialistas
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Palácio do Planalto, em Brasília, vai sediar uma cerimônia que marca dois anos do ataque às sedes dos Três Poderes, no próximo dia 8 de janeiro. O evento contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e incluirá a apresentação de obras de arte restauradas após a depredação, além de um ato simbólico com militância de esquerda na Praça dos Três Poderes.
Obras restauradas e ato simbólico
Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), 21 peças foram restauradas por especialistas, incluindo o relógio trazido por D. João VI em 1808, consertado na Suíça, sem custos ao Brasil. A cerimônia incluirá também a exibição de As Mulatas, de Di Cavalcanti. Após o evento no Planalto, Lula participará de um abraço simbólico organizado pela Frente Brasil Popular.
O evento reflete maior envolvimento de movimentos sociais e partidos de esquerda em comparação ao ano anterior. Representantes de grupos como CUT (Central Única dos Trabalhadores), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) também foram convidados.
Participação de autoridades
Foram convidados os presidentes dos Três Poderes e governadores. A cerimônia ocorre a menos de um mês das eleições para o comando do Congresso Nacional. Os possíveis sucessores de Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também foram incluídos na lista de convites.
No ano passado, parlamentares de direita pressionaram líderes centristas a não participarem da cerimônia. Lira não compareceu, e sua presença neste ano ainda é incerta, assim como a de Pacheco. Hugo Motta enfrenta pressões bolsonaristas para retomar o projeto de anistia aos presos nos atos de 8 de janeiro.
Lula enfatiza defesa da democracia
Durante uma reunião ministerial em dezembro, Lula pediu a presença de todos no evento. Ele destacou a importância da defesa da democracia e celebrou a prisão do general Walter Braga Netto, apontada como uma ação contra a impunidade. Braga Netto, ex-vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL), é o primeiro general quatro estrelas preso no processo que apura tentativas de golpe.
As investigações também revelaram um suposto plano para assassinar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF Alexandre de Moraes. O avanço das apurações reforçou o foco na segurança institucional.
Militares e mensagem de unidade
O ministro da Defesa, José Múcio, e os comandantes das Forças Armadas estão confirmados no evento. Múcio declarou no ato de 2024:
“Estou com os comandantes, foram homenageados, vieram homenagear a democracia porque eles lutaram por ela”.
Múcio destacou a atuação de militares legalistas comprometidos com os valores democráticos.
Lula, em seu discurso no ano passado, afirmou que “perdão soaria como impunidade” e comemorou o que chamou de vitória da democracia sobre o autoritarismo. Ao se referir ao percurso simbólico realizado por autoridades na praça dos Três Poderes, ele afirmou:
“Nunca uma caminhada tão curta teve tanto significado na história do nosso país”.
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