Prefeito diz que governador não contribui com avanços de Salvador: ‘tem que assumir responsabilidades’
Prefeito sugere intervenção federal para conter facções e rebate Rui Costa sobre aumento de impostos: ‘não em moral’
Equipe M!
O prefeito reeleito em Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou, na manhã desta sexta-feira (25), que o Governo do Estado não consegue auxiliar a Prefeitura a desenvolver a cidade, principalmente pelo fato de o governador Jerônimo Rodrigues (PT) não “assumir responsabilidades” com a segurança pública. Em entrevista ao Portal M!, durante entrega no bairro da Mata Escura, o gestor municipal rebateu os argumentos do grupo governista de que a oposição estaria “fazendo palanque” sobre a questão da violência e sugeriu intervenção federal com uso do Exército nas ruas para conter avanço de facções.
“Aonde eles podiam contribuir, primeiro na questão da segurança, a gente está vivendo um caos. Perda de controle, é um desgoverno. Eles querem politizar um assunto, dizendo que a oposição é responsável pela situação da segurança pública ou que a oposição fica explorando uma realidade que não existe. Mas as pessoas estão vivendo na rua. A oposição apenas é uma voz das pessoas que querem falar”, afirmou.
Questionado sobre a declaração de Jerônimo, que apontou a falta de diálogo com a Prefeitura como um dos motivos da nova onda de violência na capital baiana, Bruno Reis disse que o governador precisa “deixar de ser negacionista”. Apenas na última semana, cerca de 16 jovens morreram em Salvador e Região Metropolitana, além dos incidentes que impediram os ônibus de transitar em determinadas regiões. O prefeito lembrou desses casos para dizer que “não está inventando” notícias sobre a falta de segurança pública.
“Jerônimo tem que, primeiro, admitir. Segundo, tratar o assunto com seriedade. Dizer que a questão da segurança em Salvador é uma gripezinha, é um tapa na cara da população. Terceiro, assumir as responsabilidades como governador. Não ficar procurando justificativas ou culpados. Vocês nunca me viram aqui dizendo ‘não é comigo não’. Até a segurança, que não é responsabilidade da Prefeitura, porque eu não comando a Polícia Civil nem a Polícia Militar, nós não temos condições de enfrentar as facções. Infelizmente, entre as dez cidades mais violentas do Brasil, Salvador é a 9ª. Falo isso com tristeza, porque isso dificulta ainda mais o meu trabalho”, declarou.
Bruno Reis também propôs alternativas para combater as facções, como solicitar o apoio do Exército nas ruas. Segundo ele, este é o principal problema que não é combatido por Jerônimo. O prefeito disse ainda que os pontos turísticos da cidade e as áreas centrais são seguras, mas a briga das organizações criminosas impede a segurança pública.
“Se ele não tem competência, ele pede para sair. Ou é para pedir apoio. Eu tenho dito aqui, se eu fosse o governador, eu, Bruno Soares Reis, pediria apoio do Exército. Pedia para mandar aqui 10 mil homens, iria sob a minha liderança e o meu comando entrar nas áreas onde estão tendo a briga das facções, acabar com elas, reestabelecer a paz, deixava o Exército tomando conta e ia para as outras áreas. Quando ele fizesse isso em cinco áreas, o restante das outras áreas todas iam embora e a paz estava estabelecida”, acrescentou o prefeito.
Resposta a Rui Costa
Em relação às críticas do ministro da Casa Civil, Rui Costa, de que Salvador não estaria indo tão bem no setor de construção civil, Bruno Reis afirmou que o ex-governador da Bahia está “desatualizado”. O prefeito ainda exaltou a quantidade de unidades habitacionais licenciadas em seu mandato e enalteceu a geração de emprego e renda.
“Rui Costa está morando em Brasília e está desinformado. Para ser mais elegante, desatualizado. A construção civil em Salvador está bombando. Nunca teve tantos empreendimentos em construção como agora. Sabe quantas unidades habitacionais nós licenciamos em 4 anos? Mais de 40 mil. Foram 246 grandes empreendimentos comerciais e novas lojas, como Leroy Merlin, Ferreira Costa, Atacadão, Assaí. São os grandes responsáveis pela geração de emprego na cidade. Aliás, inclusive, Salvador gera 44% dos empregos da Bahia. Nós crescemos 160% no mesmo período em relação ao ano passado. O Estado cresceu apenas 25%”, reiterou.
Além disso, o prefeito reeleito na capital baiana alfinetou a publicação que o ministro petista fez em seu Instagram comemorando a atração de turistas da região Nordeste. “Sabe quais eram as imagens? De Salvador. E o que é que eles fizeram em Salvador que estão comemorando? Aliás, estão agradecendo à Prefeitura, muito obrigado ao Governo do Estado por estar promovendo. Porque Salvador está vivendo esse momento e eles não fizeram exatamente nada. Pelo contrário, destruíram o Teatro Castro Alves, o Parque Metropolitano de Pituaçu, o Parque do Abaeté, o Parque do Solar Bela Vista, o Centro de Convenções. É uma vergonha. Você quer mais quantos exemplos aqui da situação? Parece que não gostam de Salvador”, bradou.
Bruno ainda insinuou que talvez o grupo da base governista tenha “algum mal contra a cidade”, já que não contribui com os esforços da Prefeitura de Salvador. “E agora, então, eu fico até preocupado, depois da derrota que tiveram, que esse ódio aumente ainda mais. Efetivamente, os equipamentos públicos do Estado, os centros sociais urbanos são uma vergonha. Olha a situação como está. Então, o momento que Salvador vive hoje é com o esforço que a Prefeitura fez”, disse.
Questionado sobre o possível aumento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) em 12% na capital baiana, cujo projeto foi enviado no início deste mês pela Prefeitura à Câmara Municipal de Salvador (CMS), o gestor municipal afirmou que Rui Costa “não tem moral” para falar sobre o assunto. Segundo Bruno Reis, o governador Jerônimo Rodrigues aumentou, no ano passado, o “ICMS da Bahia de 17% para 20,3%, segundo aumento consecutivo. Em 2022, o então governador Rui Costa já havia elevado a alíquota de 18% para 19%.
“É o ICMS mais caro do Brasil. Fora todas as outras taxas que foram aumentadas e os outros tributos que tiveram elevação. Então, precisam lembrar que eles estão no governo e, antes de falar de qualquer gestor, eles tem que olhar para o próprio umbigo. Se tem uma coisa que o PT da Bahia não tem autoridade e moral nenhuma para falar é a elevação de aumento de imposto”.
Rodrigo Fernandes
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