Aprovação de Lula estagna e desaprovação se mantém em 51%, aponta pesquisa Quaest
Levantamento mostra que popularidade do presidente não avança em setembro; avaliação varia por região, renda, religião e escolaridade
Ricardo Stuckert/PR
A mais recente pesquisa Quaest/Genial Investimentos, divulgada nesta quarta-feira (17), revela que a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permaneceu estável em setembro. Segundo o instituto, 51% desaprovam a gestão, enquanto 46% aprovam — os mesmos índices registrados em agosto. Outros 3% não souberam ou preferiram não responder.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre 12 e 14 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
Estabilidade nos índices gerais
O resultado mantém a diferença entre aprovação e desaprovação no menor patamar desde janeiro de 2025, quando houve empate técnico (49% de desaprovação contra 47% de aprovação). O pico negativo do governo ocorreu em maio, quando 57% desaprovavam Lula e apenas 40% aprovavam, uma diferença de 17 pontos.
Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, os números indicam uma pausa no processo de recuperação da imagem do presidente.
“A recuperação da popularidade do governo Lula, iniciada em julho após o tarifaço de Trump, foi interrompida em setembro”, avaliou Nunes.
Confira números da pesquisa Quaest/Genial Investimentos
Avaliação por região
O desempenho de Lula segue desigual entre as regiões do país:
- Nordeste: maior aprovação, com 60% de apoio e 37% de rejeição.
- Centro-Oeste/Norte: equilíbrio, com 45% aprovando e 52% reprovando.
- Sudeste: 41% aprovam e 55% desaprovam.
- Sul: cenário mais desfavorável, com 39% de aprovação e 60% de reprovação.
Diferenças por gênero
Entre as mulheres, o quadro é de empate técnico: 48% aprovam e 48% desaprovam. Entre os homens, a rejeição é maior, chegando a 54%, enquanto 44% aprovam.
Faixa etária
- 16 a 34 anos: 53% desaprovam e 43% aprovam. A diferença, de 10 pontos, já foi de 31 em março.
- 35 a 59 anos: empate técnico, com 51% de desaprovação e 46% de aprovação.
- 60 anos ou mais: também empate técnico, 53% aprovam e 45% desaprovam.
Escolaridade
- Ensino fundamental: 56% aprovam, 41% desaprovam.
- Ensino médio: desaprovação de 55% e aprovação de 42%.
- Ensino superior: cenário desfavorável, com 56% de rejeição e 41% de aprovação.
Renda familiar
- Até 2 salários mínimos: aprovação de 54%, desaprovação de 41%.
- De 2 a 5 salários mínimos: empate técnico, 52% desaprovam e 46% aprovam.
- Acima de 5 salários mínimos: 60% desaprovam e 37% aprovam.
Religião
- Católicos: empate técnico, com 51% de aprovação e 46% de reprovação.
- Evangélicos: maior rejeição, com 61% desaprovando e 35% aprovando, mas a diferença caiu para 26 pontos — a menor no ano.
Impacto do Bolsa Família
Entre beneficiários do Bolsa Família, o governo atinge o melhor resultado do ano: 64% de aprovação contra 32% de desaprovação. Entre os não beneficiários, o cenário se inverte: 55% desaprovam e 42% aprovam.
Eleitorado de 2022
- Eleitores de Lula no 2º turno de 2022: 79% aprovam e 19% desaprovam.
- Eleitores de Jair Bolsonaro (PL): 92% desaprovam e apenas 7% aprovam.
- Eleitores que votaram em branco, nulo ou se abstiveram: desaprovação de 54% e aprovação de 40% — diferença caiu para 14 pontos, ante 38 em maio.
Avaliação geral do governo
Quando questionados sobre a gestão de forma mais ampla:
- Positiva: 31%
- Regular: 28%
- Negativa: 38%
- Não sabem/não responderam: 3%
Condenação de Bolsonaro
A pesquisa também investigou a percepção sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado, no julgamento da trama golpista de 2023.
- 49% consideram a pena exagerada.
- 35% avaliam como adequada.
- 12% acreditam que foi insuficiente.
- 4% não souberam responder.
Debate sobre anistia
Outra pesquisa da Quaest, divulgada nesta última terça-feira (16), mostra ainda que 41% dos brasileiros rejeitam a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro e na tentativa de golpe após a eleição de 2022. Outros 36% são favoráveis à anistia total, incluindo Bolsonaro. Já 10% defendem perdão apenas aos participantes dos atos de 8 de janeiro.
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