Alckmin reforça compromisso climático e propõe mapas globais para acelerar transição energética na COP30
Vice-presidente destaca compromissos climáticos, integração de ações e papel estratégico da Amazônia
Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), abriu, nesta segunda-feira (17), a segunda semana da COP30, em Belém, reforçando o compromisso brasileiro de zerar o desmatamento ilegal até 2030. Durante a plenária de alto nível, o também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços destacou que a política ambiental atual exige implementação imediata e não mais declarações de intenções, defendendo que o país reconhece suas responsabilidades climáticas no cenário global.
Segundo Alckmin, o governo brasileiro vê a Amazônia como um elemento essencial para o equilíbrio climático mundial, razão pela qual vem colocando a região no centro das estratégias de preservação e desenvolvimento sustentável. Ao ressaltar os impactos já percebidos das mudanças climáticas, o vice-presidente reforçou que o desafio é urgente, especialmente para as populações vulneráveis, que são as primeiras a sofrer com eventos extremos.
“O tempo das promessas acabou. Cada grau a mais representa mais perdas e mais risco à vida dos especialmente dos mais vulneráveis. Essa deve ser a conferência da verdade, da implementação, da responsabilidade do planeta que habitamos, com as pessoas que vivem e com as gerações que ainda virão”, disse Alckmin.
Plano brasileiro para metas climáticas e energia limpa
O vice-presidente também reafirmou os compromissos assumidos pelo Brasil no campo da energia renovável e da inclusão socioambiental. Entre os avanços recentes, Alckmin destacou o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina para 30% em 2025, uma medida considerada estratégica dentro da política nacional de biocombustíveis.
“Somos pioneiros em biocombustíveis. Esse ano, o governo lula aumentou para 30% a participação do etanol na gasolina.Devemos deixar de debater metas e passar a cumpri-las”, disse. “Somente em um mutirão lograremos mudar mentes e realidades”, pontuou.
O governo federal entende que, para que metas climáticas sejam atingidas, é necessário transformar debates em entregas reais. Assim, Alckmin defendeu que a COP30 seja marcada por avanços concretos, com países priorizando ações práticas capazes de gerar resultados mensuráveis. Para ele, somente um esforço conjunto entre governos, empresas e sociedade poderá acelerar a transição rumo a uma economia de baixo carbono.
Brasil propõe mapas de ação integrados para a transição energética
Durante outro momento da plenária, também nesta segunda-feira, Alckmin apresentou uma proposta brasileira para que a COP30 deixe como legado mapas de ação climática integrados, voltados ao avanço da transição energética mundial. A ideia é que esses mapas funcionem como um guia internacional para orientar políticas que reduzam a dependência dos combustíveis fósseis, contribuindo para a diminuição global da pegada de carbono.
Segundo o vice-presidente, a descarbonização só pode ser efetiva com mecanismos de carbono transparentes e acordados coletivamente. Por isso, defendeu a criação de uma coalizão global de mercados regulados de carbono, que daria maior segurança jurídica e estabilidade às operações climáticas internacionais.
Essa coalizão, conforme o ministro, permitiria maior integração entre países e estimularia investimentos em ações de mitigação, especialmente em regiões críticas, como áreas com florestas tropicais.
Amazônia como vitrine da bioeconomia e desenvolvimento sustentável
Alckmin também enfatizou a necessidade de a Amazônia tornar-se um exemplo mundial de que é possível conciliar crescimento econômico, conservação ambiental e inclusão social. Para isso, reforçou a importância da bioeconomia como vetor de desenvolvimento para a região, destacando que iniciativas inovadoras, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), podem ampliar o financiamento climático e estimular práticas sustentáveis em larga escala.
“Temos de fazer mais ideias inovadoras como o TFFF sigla em inglês para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre que contribuam concretamente para chegar ao objetivo. O momento é para todos nós buscarmos união pelos objetivos do Acordo de Paris”, ressaltou Alckmin.
O vice-presidente classificou como fundamental a valorização das florestas e a recuperação de áreas degradadas, além do fortalecimento da cooperação entre governos, empresas e comunidades locais. Para ele, o momento é decisivo para fortalecer o compromisso coletivo com o Acordo de Paris, especialmente no contexto em que o planeta enfrenta aumento das temperaturas, eventos extremos mais frequentes e pressões crescentes por soluções ambientais.
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