Vice-presidente diz que Acelen aposta na transição energética e fará investimento de R$ 18 bi em energias renováveis
Marcelo Lyra também enfatizou que a definição de regras claras é essencial para atrair investimentos e tornar a produção brasileira mais competitiva
Ricardo Oliveira
Em um debate promovido pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) nesta quarta-feira (12), o vice-presidente de ESG, Relações Institucionais e Comunicação da Acelen, Marcelo Lyra, anunciou em entrevista ao Portal M!, um investimento de R$ 18 bilhões na transição energética. O evento, que reuniu especialistas e representantes do setor, destacou a importância de um ambiente regulatório favorável para impulsionar o mercado de energias renováveis no Brasil.
Investimentos bilionários em energia renovável
A Acelen, que surgiu com o compromisso de olhar para o futuro da energia, anunciou investimentos de grande impacto no setor. Segundo Marcelo Lyra, a empresa destinou aproximadamente R$ 2 bilhões para melhorias ambientais em suas operações.
Além disso, Lyra explicou que o investimento de R$ 18 bilhões, equivalente a 3 bilhões de dólares, será destinado a criação de um novo parque solar, que será inaugurado no segundo semestre deste ano, garantindo que toda a energia consumida pela companhia seja proveniente de fontes renováveis. Segundo ele, o investimento será realizado ao longo de 10 anos, com a maior parte concentrada nos primeiros quatro a cinco anos.
Ainda de acordo com o vice-presidente de ESG, a empresa também planeja investir na produção de combustíveis sustentáveis ao longo da próxima década. Grande parte desse investimento será realizada nos primeiros quatro a cinco anos, com a construção de uma biorefinaria.
Expansão do setor de energias limpas
Durante sua participação no evento, Marcelo Lyra enfatizou que a definição de regras claras é essencial para atrair investimentos e tornar a produção brasileira mais competitiva. Segundo ele, o alinhamento da Bahia com as diretrizes federais garante segurança jurídica, um fator determinante para a consolidação da transição energética no estado.
“Estamos falando de um ambiente regulatório que precisa ser estruturado para atrair investimentos e garantir competitividade. O Brasil vem implementando novas leis que dão segurança jurídica ao setor, e é essencial que a Bahia acompanhe esse movimento para impulsionar seus projetos de transição energética”, explicou Lyra, que também é presidente do Conselho de Petróleo, Gás e Energia da Fieb.
Biorefinaria e produção de combustíveis do futuro
Outro ponto relevante do investimento da Acelen é a construção de uma biorefinaria, que permitirá a produção de combustíveis renováveis, como diesel e querosene de aviação. O projeto também inclui o cultivo da macaúba, uma planta nativa do Brasil, que será utilizada para produzir óleo vegetal e abastecer a refinaria com matéria-prima sustentável.
“Vamos produzir gasolina, diesel, querosene de aviação e combustível de navegação, todos com menor pegada de carbono. Além disso, já temos em nosso planejamento um investimento de 13 bilhões de dólares na transição energética, voltado para a produção de combustível de aviação renovável e de diesel renovável”, destacou Lyra.
Crescimento do setor e novos investimentos
Ainda no evento, o presidente da Fieb, Carlos Henrique Passos, afirmou que as legislações estaduais e federais têm proporcionado um cenário favorável ao avanço das energias sustentáveis na Bahia. Segundo Passos, o estado tem grande potencial para expandir sua produção de biocombustíveis, impulsionado pela riqueza natural da região e pela demanda crescente por fontes limpas.
Atualmente, a Bahia já conta com refinarias em construção voltadas para a produção de biocombustíveis à base de grãos, além de robustos parques eólicos e solares.
No cenário internacional, a posição de destaque da Bahia no setor de energias limpas tem sido reconhecida tanto no Brasil quanto no exterior. “Por conta da participação do estado na produção de energia renovável e também de grãos, a Bahia tem uma oportunidade imensa e tem ocupado esse espaço. Já temos construções em andamento de refinarias à base de grãos, além de um parque eólico e um parque solar robusto, buscando, inclusive, mais mercado”, concluiu.
Confira trecho da entrevista:
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