PIB da Bahia cresce 2,3% em 2023, mas estado registra sétimo menor desempenho do país, aponta IBGE
Resultado marca o terceiro ano seguido de avanço, embora abaixo da média nacional e entre os menores desempenhos do país
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A Bahia registrou crescimento de 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2023, alcançando cerca de R$ 431 bilhões e mantendo a posição de maior economia do Norte e Nordeste, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado marca o terceiro ano seguido de avanço, embora abaixo da média nacional e entre os menores desempenhos do país.
A nova edição das Contas Regionais do IBGE detalha como a Bahia perdeu participação no PIB brasileiro e mostra oscilações importantes na estrutura econômica, com serviços em expansão e recuo da agropecuária e da indústria. O levantamento também confirma que o estado tem um dos menores PIB per capita do país.
Todas as unidades da federação têm alta e Bahia fica com 21º desempenho
O levantamento do IBGE confirma que todas as 27 unidades da federação tiveram crescimento econômico em 2023. A Bahia avançou 2,3%, ocupando a 21ª posição entre os estados no ritmo de expansão e registrando o sétimo menor desempenho do país. O crescimento brasileiro foi de 3,2%, também o terceiro consecutivo após a retração de 2020.
Os maiores avanços ocorreram em Acre com 14,7%, Mato Grosso do Sul com 13,4% e Mato Grosso com 12,9%. No outro extremo, apareceram Rondônia e Rio Grande do Sul com 1,3%, seguidos por São Paulo com 1,4%. Esses resultados contrastam com o ritmo baiano, que acompanha um movimento mais moderado da economia regional e nacional.
A soma das riquezas geradas na Bahia alcançou R$ 430,988 bilhões, sendo R$ 381,163 bilhões de valor adicionado bruto e R$ 49,825 bilhões de impostos sobre produtos. Embora mantenha relevância econômica, o estado teve redução de participação no PIB nacional de 4,0% para 3,9%, acompanhando perdas também registradas por Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.
Serviços ampliam participação, enquanto agropecuária e indústria recuam
A análise setorial mostra mudanças na estrutura econômica baiana. O setor de serviços cresceu sua participação de 62,7% para 64,5% no valor adicionado total. A administração pública impulsionou esse avanço e passou a responder por 20,3% do total, frente aos 19,1% registrados em 2022.
O comércio e reparação de veículos diminuíram de 12,4% para 11,7%, assim como transporte, armazenagem e correio que recuaram para 2,9%. Já a agropecuária registrou a maior perda proporcional, caindo de 11,3% para 10,4%, após três anos de crescimento contínuo.
A indústria também perdeu participação, passando de 25,9% para 25,1%, apesar da expansão das atividades ligadas à produção de eletricidade, gás, água, esgoto e gestão de resíduos que cresceram de 4,1% para 4,3%. A indústria extrativa teve recuo mais significativo ao cair de 1,8% para 1,1%.
Região Nordeste cresce 2,9% e mantém participação no PIB nacional
A matéria complementar do IBGE mostra que todas as cinco grandes regiões tiveram crescimento em 2023. O Centro-Oeste liderou com 7,6%, seguido pelo Norte e Nordeste, ambos com 2,9%. O Sudeste avançou 2,7% e o Sul teve o menor crescimento regional, com 2,6%.
Na distribuição do PIB nacional, o Sudeste reduziu sua fatia para 53%, enquanto Sul e Norte tiveram expansão. O Nordeste manteve participação estável de 13,8%, refletindo o comportamento econômico da região, que inclui o desempenho baiano e de outros estados que também registraram avanço, porém em ritmo moderado.
PIB per capita baiano cai para o oitavo menor do país
O PIB per capita da Bahia ficou em R$ 30.476,54, valor 43,4% inferior ao do Brasil e o 8º mais baixo entre os estados. A liderança regional passou para o Rio Grande do Norte, que atingiu R$ 30.804,91.
Todos os nove menores PIB per capita do país estão no Nordeste, com Maranhão, Paraíba e Piauí nas últimas posições. No topo da lista, aparecem Distrito Federal com R$ 129.790,44, São Paulo com R$ 77.566,27 e Mato Grosso com R$ 74.620,05, evidenciando disparidades econômicas nacionais.
Crescimento acumulado da Bahia é o terceiro menor no período de 2002 a 2023
A série histórica das Contas Regionais mostra que, entre 2002 e 2023, o PIB baiano cresceu 49,8%, média anual de 1,9%. O índice é inferior à média nacional de 2,2% e o terceiro mais baixo do país, sendo superado apenas por Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Na comparação regional e nacional, estados como Mato Grosso, Tocantins e Roraima registraram trajetórias muito superiores, com médias anuais acima de 4,5%. Esses resultados reforçam o desafio da Bahia em elevar seu ritmo de expansão em relação ao restante do país.
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