Trump intensifica críticas ao Brics e ameaça impor tarifas de 150%
Presidente americano cita bloco liderado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul em discurso para governadores republicanos
Reprodução/Instagram @realdonaldtrump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar, na noite da última quinta-feira (20), os países do Brics durante um discurso na conferência de governadores do Partido Republicano. O bloco, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, foi citado como uma ameaça à economia americana, especialmente à hegemonia do dólar no comércio internacional.
Críticas ao Brics e ameaças de tarifas
Trump afirmou que os países do Brics “estavam tentando destruir” o dólar. O republicano também criticou o ex-presidente Joe Biden por não ter tomado uma atitude em relação ao assunto.
“Quando cheguei, a primeira coisa que disse foi: qualquer nação dos Brics que mencionar a destruição do dólar terá que pagar uma tarifa de 150%. E não queremos seus produtos”, afirmou o presidente.
Várias vezes durante o discurso, o presidente americano elogiou a estratégia de ameaçar outros países com tarifas de importação. Trump afirmou que “tarifa” é sua palavra favorita no dicionário, depois de “Deus”, “amor” e “religião”.
Apelo para unidade republicana e críticas contra política externa
Trump também afirmou que o futuro dos republicanos está ligado ao seu sucesso na Casa Branca e pediu a união do partido para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
“Vamos lutar muito, pois quanto melhor eu for, melhor vocês serão. É hora de todos nós seguirmos adiante, pensar grande, sermos ousados. Como uma só equipe, podemos tornar nossas fronteiras mais fortes, nossas comunidades mais seguras, nossas escolas melhores, nossas famílias mais felizes, nossos cidadãos mais ricos e nosso país mais livres”, disse o presidente.
O presidente americano também criticou os investimentos da Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional (USAID) em países estrangeiros e a presença de imigrantes nos EUA. Trump ainda lembrou que pretende “recuperar” o controle do Canal do Panamá.
Trump impõe tarifas de 25% sobre aço e alumínio
Donald Trump, assinou uma ordem executiva, no último dia 10, estabelecendo tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio. Essa decisão impacta países como Canadá e México, responsáveis por cerca de 40% das importações americanas de aço.
“Hoje estou simplificando nossas tarifas sobre aço e alumínio”, declarou Trump no Salão Oval, enfatizando que a nova medida não contempla exceções ou isenções.
A decisão segue tarifas anteriores de 10% sobre produtos chineses, que resultaram em represálias da China. As taxas sobre o Canadá e o México, que haviam sido adiadas, agora estão em vigor, e a reação do mercado foi rápida, com as ações das siderúrgicas americanas subindo significativamente.
O Brasil, um dos maiores exportadores de aço para os EUA, também será afetado pela nova política tarifária. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), destacou a importância do diálogo para resolver a questão, lembrando que o Brasil já havia negociado cotas de exportação durante o primeiro mandato de Trump.
Lula ameaça retaliação caso Trump imponha tarifas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu novamente às declarações de Donald Trump e afirmou, nesta última quinta-feira (20), que, caso o governo americano taxe produtos brasileiros, haverá reciprocidade por parte do Brasil.
“Trump foi eleito presidente dos EUA, tem que cuidar dos EUA. Ele tem que tomar muito cuidado com o que fala porque está fazendo um papel que não faz parte da história dos EUA”, disse Lula.
O petista criticou o protecionismo adotado por Trump e lembrou que, no passado, os EUA defendiam o livre comércio como política global. Segundo ele, a imposição de tarifas pode prejudicar a própria economia americana.
“Queremos que Trump pare com o protecionismo. Em 1980, quando se estabeleceu o Consenso de Washington, a palavra de ordem era o livre comércio. Agora é o contrário. Ele está taxando os produtos de todos os países. Isso vai aumentar o preço das coisas nos EUA, pode não ser uma boa política para os EUA. Gostaria que Trump levasse em conta que é preciso respeitar a soberania de cada País”, afirmou Lula.
O presidente brasileiro destacou que sua administração tem se concentrado na ampliação de mercados internacionais para os produtos do país. Lula também afirmou que Trump “não mede as consequências de suas falas” e que o governo brasileiro seguirá atento a possíveis medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.
“Já abrimos mais de 155 mercados desde que tomei posse. Estou indo ao Japão agora e queremos que o Japão compre nossa fruta, nossa carne, nossa soja, nosso milho. Depois vou ao Vietnã também. Na Coreia também queremos abrir mercado”, declarou.
Crescimento do Brics no cenário global
As críticas de Trump ao Brics ocorrem em um momento de fortalecimento do bloco. Recentemente, o grupo anunciou a intenção de expandir suas parcerias comerciais e reduzir a dependência do dólar nas transações internacionais. Além disso, os países-membros têm investido na criação de um sistema financeiro alternativo para minimizar o impacto de sanções impostas por potências ocidentais.
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