Bahia tem desempenho histórico nas Paralimpíadas Escolares e conquista 28 medalhas em cinco modalidades
Formada por 27 estudantes atletas, a equipe participou das duas semanas de competição
Divulgação/Sudesb
A Bahia conquistou 28 medalhas na 15ª edição das Paralimpíadas Escolares, que chegou ao fim na última sexta-feira (28) e contou com cerca de dois mil estudantes atletas brasileiros no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. A delegação baiana encerrou sua participação com resultados obtidos nas modalidades de atletismo, goalball, tênis de mesa, bocha e parabadminton.
Formada por 27 estudantes atletas, a delegação baiana participou das duas semanas de competição, que também incluiu modalidades como basquete 3×3 em cadeira de rodas, futebol de cegos, natação, voleibol sentado, judô, futebol PC, halterofilismo, taekwondo, tênis em cadeira de rodas e rugby em cadeira de rodas, em evento organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro em parceria com o governo federal.
Baiano conquista medalhas de prata no tênis de mesa
Na estreia nacional, o jovem Ryan Aparecido Ribeiro, 14 anos, natural de Licínio de Almeida, retornou ao estado com duas medalhas de prata no tênis de mesa. De acordo com ele, se tratou de uma “experiência inesquecível”.
“Foi minha primeira vez e também a primeira vez que Licínio de Almeida tem um representante numa etapa nacional. Tinha muito pouco tempo de prática, mas mesmo assim volto para casa com duas medalhas de prata. Estou muito feliz e seguirei treinando para retornar no próximo ano ainda mais preparado”, afirmou.
O pai de Rayan, Aparecido Ribeiro, que acompanhou a participação do filho e descreveu o momento como especial, relembrou os desafios e destacou a “alegria especial” em ver o filho feliz e se “destacando no esporte”.
“Foram muitos e enormes desafios enfrentados até chegarmos aqui. Mas valeu a pena. Volto para minha cidade, ainda com mais orgulho de Ryan, que além de excelente filho é um aluno exemplar, e já passou de ano antes mesmo do encerramento das aulas”, disse.
Também estreante, Carlos Alberto Neto competiu na bocha e integrou a delegação ao lado de sua mãe, Jucileide dos Santos. Ela relatou a experiência como marcante. “É a primeira vez que venho a São Paulo. Para mim, foi uma terapia, uma nova experiência. É um sonho dele que está sendo realizado. Estou muito feliz”, afirmou.
Chefe da delegação e coordenador do Centro de Referência Paralímpico Bahia, Wilson Brito avaliou o desempenho como parte de um processo contínuo. Ele afirmou que considera o resultado obtido um avanço, já que nas edições anteriores, os números de medalhas sempre foram inferiores a 20.
“Esse resultado também é reflexo de um processo que vem sendo consolidado, de parceria entre as instituições públicas e privadas, a Secretaria da Educação, a Sudesb, o Centro de Referência Paralímpico, o Instituto dos Cegos, a Fundação José Silveira, o Colégio Pedro Paulo Marques e Marques, o Hospital Sarah e a Unijorge, escolas dos municípios de Remanso, de Lauro de Freitas, de Jequié, de Licínio de Almeida, entre outras”, afirmou.
Gestão e políticas esportivas
De acordo com Wilson Brito, as instituições mantêm diálogo contínuo para ampliar a delegação e estabelecer treinamentos durante todo o ano. “Esses resultados geram em todos nós uma grande expectativa, porque a ideia agora é avançar e ampliar esses números. Em 2026, a nossa meta é levar 50 atletas para a etapa nacional das Paralimpíadas Escolares”, disse.
O coordenador do Núcleo do Paradesporto da Sudesb, Adelmare Júnior, destacou a ampliação da participação baiana em modalidades paralímpicas. Segundo ele, a Bahia triplicou o número de atletas participantes em comparação com o ano passado.
“Sabemos que a inclusão é um processo, e seguimos focados em ampliar o acesso ao esporte para pessoas com deficiência. A faixa escolar é a base do alto rendimento, dos futuros atletas paralímpicos, e nosso objetivo é aumentar ano a ano a participação baiana nas Paralimpíadas Escolares e também a inclusão de PCDs no esporte de um modo geral”, afirmou.
A delegação baiana contou com mais de 40 integrantes nas duas etapas da competição, incluindo professores, oficiais, um médico e um fisioterapeuta, presença inédita na edição. As passagens aéreas, uniformes de viagem e trajes de competição foram fornecidos pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação e da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, via Sudesb.
Confira o desempenho dos atletas baianos:
Atletismo paralímpico
- Kethiley Emamuely (Remanso): três ouros nas provas de 100m, 60m e 200m.
- Kaylana Santana (Jequié): um ouro e duas pratas nas provas de 100m e 60m.
- Davy de Jesus (Salvador): um ouro no lançamento de pelota e mais duas pratas (100m e 60m).
- Samuel Almeida (Juazeiro): uma prata no salto em distância e uma medalha de bronze no arremesso de peso.
- Davi Lucas Barboza (Jequié): uma prata no lançamento de pelota.
Goalball
- Tiago Reis (Jequié), Rafael Bitencourt (Salvador) e João Gabriel dos Santos (Salvador): uma medalha de bronze.
Tênis de Mesa
- Ryan Aparecido (Licínio de Almeida): duas medalhas de prata (dupla e individual)
- Lisandro Jean Silva Franca: duas medalhas de bronze (dupla e individual)
- Kael Silva Santiago: duas medalhas de bronze (dupla e individual)
- Miguel Pereira Paim: uma medalha de bronze (dupla)
- Lavínia Vitória: uma medalha de bronze (individual)
Parabadminton
- Jonas Gustavo: uma medalha de ouro e uma medalha de bronze
- William Matheus: uma medalha de prata, categoria A (11 a 14 anos)
- Samuel Lucena: uma medalha de bronze, categoria A (11 a 14 anos)
- Ana Luiza Mesquita: uma medalha de bronze na categoria B (15 a 17 anos)
Bocha Paralímpica
- Stephany Luna: uma medalha de ouro
- Cauany Vitória Almeida: uma medalha de bronze
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