Paulo Azi volta a criticar estratégia de campanha do PT e denuncia uso da máquina estadual em Camaçari

Presidente estadual do União Brasil também disparou contra Jerônimo por ‘abandonar’ gestão estadual para virar cabo eleitoral


Rodrigo Fernandes
Rodrigo Fernandes 30/09/2024 15:07 • Eleições 2026Política
Paulo Azi volta a criticar estratégia de campanha do PT e denuncia uso da máquina estadual em Camaçari -
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O presidente do União Brasil na Bahia, deputado federal Paulo Azi (UB), voltou a criticar a estratégia de campanha do PT e denunciou o uso da máquina do Estado para interferir nas eleições de Camaçari. De acordo com o parlamentar, ações institucionais estão sendo feitas em benefício do ex-prefeito Luiz Caetano (PT), que tem como principal adversário na disputa pela prefeitura o vereador Flávio Matos (União Brasil), atual presidente da Câmara Municipal.

“O que está acontecendo em diversas cidades, mas especialmente em Camaçari, é um verdadeiro absurdo. Estão usando a máquina pública para beneficiar o seu candidato e prejudicar o adversário. O que é uma afronta à democracia e ao Estado Democrático de Direito. O que está acontecendo não tem precedentes e precisa ser devidamente apurado pelo Ministério Público e pela Justiça Eleitoral”, destacou.

Além disso, Azi disparou contra as ações que o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), tem feito para reforçar a estratégia política do partido na campanha eleitoral. Segundo ele, “o governador abandonou a administração do estado para se transformar num cabo eleitoral dos seus candidatos”, algo que ele classificou como absurdo na reta final das eleições. Do mesmo modo, o deputado frisou que o gestor estadual “será responsabilizado se alguma tragédia acontecer”.

Polícia Militar

Depois de citar citar o uso Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) para fazer campanha em Feira de Santana, o presidenta estadual do União Brasil disse que o PT estaria usando até a Polícia Militar (PM) em Camaçari, que conta com a 59ª CIPM, responsável por toda a Costa. Segundo o parlamentar, a gestão municipal tem um convênio com a PM no valor anual de R$ 5 milhões para despesas de combustível, aluguel de carros e imóveis.

Porém, o Governo do Estado decidiu criar um novo comando, o 12º Batalhão, para tratar da segurança durante as eleições no quarto maior colégio eleitoral da Bahia, e colocou o tenente-coronel Wellington Morais Santos à frente do serviço. “Esse comandante deveria estar preocupado em combater o crime organizado, que em alguns locais está tentando intimidar os eleitores, ao invés de perseguir o nosso grupo político”, reforçou o deputado, cobrando que Jerônimo adote providências sobre esta questão.

A primeira-dama de Camaçari, Ivana Paula, também se posicionou sobre o assunto, no último sábado (28), em cerimônia homenagem aos 266 anos do município. Nas redes sociais, ela repudiou “conduta misógina” do tenente-coronel e divulgou um vídeo com atuação truculenta do policial contra ela e pediu providências do governador.

Crime organizado

Em um cenário acirrado nas disputas eleitorais de Camaçari, Azi afirmou que um grupo de apoiadores do PT está arrancando adesivos de candidatos do União Brasil. Ele também chamou atenção para a participação do crime organizado no município baiano, que não conta com nenhuma providência de Jerônimo Rodrigues.

“Tem alguns locais em que candidatos do nosso grupo estão sendo proibidos de entrar pelo crime organizado, e o governador não tem feito nada para enfrentar essa situação. Nos últimos dias, só para exemplificar, um grupo de mulheres estava com camisas do nosso grupo político. Integrantes de facções obrigaram elas a tirar as camisas no meio da rua. E nada tem sido feito pelo governo”, denunciou.

Da mesma forma, o parlamentar voltou a criticar a “política baixa” do grupo político opositor e pediu a atuação da Justiça Eleitoral para resolver essa situação. “O que está acontecendo é uma tentativa de intimidar e amedrontar o nosso grupo político em Camaçari com o uso da máquina. Isso é covardia, é uma política baixa e rasteira que precisa ser veementemente repudiada e combatida. Tudo isso feito por um governo que se diz defensor da democracia. Precisamos da atuação urgente do Ministério Público e da Justiça Eleitoral”, acrescentou Paulo Azi.

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