Debora Bloch fala tudo o que acha de Odete Roitman, de ‘Vale Tudo’: ‘Não passo pano’
Atriz também refletiu sobre o fascínio do público por personagens cruéis e ressaltou a responsabilidade de reviver um papel eternizado por Beatriz Segall
Reprodução/Instagram @deborablochoficial
Debora Bloch abriu o jogo sobre o sucesso de Odete Roitman e o impacto de sua interpretação da icônica vilã no remake de Vale Tudo, novela da TV Globo que chegou ao fim na sexta-feira (17). A atriz celebrou o reconhecimento do público e da crítica, mas fez questão de deixar claro que não compactua com as atitudes da personagem.
“Eu não passo pano pra Odete Roitman. Acho que ela é um ser humano horroroso. É autoritária, narcisista, acha que compra tudo com dinheiro e é fascinada pelo poder”, afirmou Debora durante participação no programa Altas Horas, exibido no sábado (18).
A atriz contou ainda que o sucesso do papel foi tão grande que o nome da personagem tomou conta de sua vida pessoal. “Agora ninguém me chama mais de Debora. Tenho amigos que me encontram e dizem: ‘Oi, Odete’. Estou preparada, as pessoas só me chamam de Odete”, brincou.
Fascínio por vilãs
Ao refletir sobre o fascínio do público por personagens cruéis, Debora avaliou que as vilãs provocam uma espécie de espelho e catarse emocional nos telespectadores. “Acho que tem um fetiche do público, não sei… provoca uma catarse nas pessoas. Você pode se identificar com a maldade”, observou.
Mesmo reconhecendo esse interesse, a atriz acredita que o público também entende os limites morais da personagem. “Apesar das pessoas gostarem da personagem, entendem que ela tem de ser punida e que não é uma pessoa legal. Não achavam que ela deveria morrer, mas que deveria ser punida. O que é interessante, né?”, completou.
Debora Bloch também destacou o peso simbólico e a responsabilidade de viver uma personagem tão marcante, eternizada originalmente por Beatriz Segall, que morreu em 2018. A versão de 1988 consagrou Odete Roitman como uma das maiores vilãs da teledramaturgia brasileira, e o desafio de reinterpretá-la foi encarado com respeito e cuidado.
Responsabilidade
“Era uma responsabilidade porque a Beatriz fez brilhantemente. Eu podia não ter acertado, a gente nunca sabe. Mas é muito legal o carinho que estou recebendo das pessoas. Um texto bom, a Manuela Dias (autora do remake) arrebentou, e o elenco foi incrível de trabalhar”, destacou a atriz.
Com o fim de Vale Tudo, Debora sai da novela com prestígio renovado e a certeza de que conseguiu dar uma nova dimensão a uma personagem que atravessa gerações. Seu desempenho reafirma o talento de uma artista que, sem “passar pano”, conseguiu humanizar uma das vilãs mais icônicas da TV brasileira.
Final polêmico
O remake de Vale Tudo, escrito por Manuela Dias, terminou na sexta-feira (17) cercado de críticas. A jornalista Anna Luiza Santiago, do O Globo, deu nota zero ao último capítulo, alegando que a nova versão perdeu a essência da história original e transformou o drama em comédia. Segundo ela, a adaptação “descaracterizou” a protagonista Raquel (Taís Araújo) e se distanciou do espírito da obra criada por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères.
Sonia Abrão também criticou duramente o desfecho, especialmente a cena da morte de Odete Roitman (Debora Bloch), considerada “mixuruca”. Para a apresentadora, o remake “não está à altura do horário nobre da Globo, muito menos da Vale Tudo original”.
O último capítulo gerou polêmica nas redes sociais por revelar que Odete havia forjado a própria morte e fugido do Brasil. Internautas apontaram incoerências e finais inacabados para personagens como Heleninha e Consuelo.
O destino de Marco Aurélio (Alexandre Nero) também dividiu opiniões. Ao contrário da versão de 1988, o empresário é preso após tentativa de fuga, simulando doença para obter prisão domiciliar. No geral, o público avaliou o encerramento como confuso e frustrante, marcando um fim polêmico para um dos maiores clássicos da teledramaturgia brasileira.
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