‘Saudade é o amor que fica’, diz Tati Machado ao falar pela primeira vez sobre perda do filho
Apresentadora relata impacto da morte fetal próxima ao Dia das Mães, defende certidão com nome do bebê e destaca papel do apoio psicológico
Reprodução/Instagram @tati
A apresentadora Tati Machado e o marido, o produtor musical Bruno Monteiro, falaram pela primeira vez sobre a perda do filho Rael, que morreu aos 8 meses de gestação, em maio deste ano. Em entrevista concedida ao Fantástico, na noite deste último domingo (27), o casal revelou como lidou, e tem lidado com a perda do filho. Segundo o casal, a morte aconteceu de forma repentina.
“Ele estava numa explosão de vida. E, de repente, o silêncio. Aquela falta me fez entender que algo estava errado”, contou Tati.
Interrupção gestacional ocorreu próximo ao Dia das Mães
Rael foi dado como morto após exames realizados logo em seguida ao Dia das Mães. Tati percebeu a ausência de movimentos do bebê durante uma viagem de volta de São Paulo e, apesar de escutar batimentos cardíacos com um aparelho caseiro, optou por buscar atendimento médico. O ultrassom confirmou a ausência de batimentos.
Ela relatou que comunicou o companheiro logo após a constatação do óbito fetal. “Peguei na mão dele e falei: a vida trouxe isso pra gente. E a gente vai ter que encarar juntos”.
O parto foi induzido e ocorreu no dia 13 de maio, às 8h45 da manhã. “Você passa por aquelas portas enfeitadas, cheias de flores, e ouve os choros de outros bebês. E você sabe que vai voltar com os braços vazios”, relatou.
O casal destacou que a causa da morte permanece indefinida. Exames genéticos e autópsia foram realizados, mas não revelaram qualquer anomalia clínica.
“Não tem nada da medicina que explique o que aconteceu com a gente”, lamentou a jornalista.
Impacto emocional e retorno ao trabalho
Segundo Tati, um dos momentos mais difíceis foi deixar a maternidade e se deparar com outras mães e recém-nascidos. Ela reconheceu que teve algum nível de acolhimento ao ser separada das demais, mas criticou a realidade enfrentada por outras mulheres que vivem esse tipo de luto sem qualquer cuidado específico.
A apresentadora comentou ainda sobre a dificuldade de vivenciar um trauma pessoal amplamente acompanhado pelo público. A gravidez havia sido anunciada ao vivo no programa Mais Você, com grande repercussão nas redes sociais.
“No momento em que essa tragédia acontece, você ainda tem que dar uma satisfação ao seu público”, afirmou.
Apesar do sofrimento, Tati retomou gradualmente suas atividades profissionais. Confirmou presença no programa Mais Você e na próxima edição do Dança dos Famosos, do qual foi a última vencedora.
Para o marido, o retorno à vida profissional é parte da reconstrução. “Ela está voltando de um jeito diferente, mas com a mesma essência”, garantiu.
Lei do Luto Materno e iniciativas de apoio psicológico
Durante a entrevista, a jornalista destacou a sanção da Lei do Luto Materno, que garante apoio psicológico a mães e pais em casos de morte gestacional, neonatal ou perinatal. A medida prevê ações de acolhimento nas redes pública e privada de saúde, além do direito à emissão de certidão com o nome do bebê.
Tati defendeu que o registro formal é uma forma de reconhecimento da existência da criança. “Eu quero que as pessoas possam ter as certidões com o nome que escolheram. Porque ele existiu”, declarou.
Terapia e decisão sobre futura gestação
O casal informou que realiza acompanhamento psicológico e que ainda avalia a possibilidade de uma nova tentativa de gravidez. Tati afirmou não estar pronta no momento, mas não descartou planos futuros.
“Não tem substituição. Mas tem uma vontade muito especial de construir uma família aqui”, disse.
Bruno relatou que, durante o período mais crítico, concentrou seus esforços em dar suporte à companheira. “Ela precisava de mim muito mais do que eu precisava dela. Estava ao lado o tempo todo”.
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