Rapper Oruam é preso em flagrante na Barra da Tijuca; fiança é fixada em R$ 60 mil
Oruam, que dirigia com a carteira suspensa, foi autuado por direção perigosa e gerou tumulto na Barra da Tijuca
Reprodução/Instagram @oruam
O rapper Oruam foi preso, na manhã desta quinta-feira (20), na orla da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O artista foi detido após realizar uma manobra arriscada para fugir de uma abordagem policial, dirigindo pela contramão. Segundo informações apuradas pelo G1, a prisão foi resultado de uma autuação por direção perigosa. Além disso, foi estabelecida uma fiança no valor de R$ 60 mil. O valor foi pago e o rapper foi solto por volta das 19h30.
Entenda o caso
De acordo com a Polícia Civil, Oruam foi autuado em flagrante por direção perigosa e foi conduzido à 16ª DP (Barra). Durante o incidente, o rapper dirigia com a carteira de habilitação suspensa, o que complicou ainda mais sua situação legal. A assessoria de comunicação do rapper informou que ele foi parado em uma blitz e conduzido à delegacia para o registro do caso.
Tumulto e uso de spray de pimenta
Após a prisão, um vídeo foi compartilhado nas redes sociais mostrando Oruam sendo colocado em uma viatura da Polícia Militar. O incidente gerou aglomeração na área, o que resultou em tumulto. Para dispersar a multidão, os policiais utilizaram spray de pimenta. A confusão foi amplamente registrada por populares e transmitida nas redes sociais.
Quem é Oruam?
Oruam é o nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. Ele é filho de Marcinho VP, chefe da facção criminosa Comando Vermelho, atualmente preso e condenado a 37 anos de prisão por assassinato, formação de quadrilha e tráfico de drogas. O rapper, que tem uma tatuagem em homenagem ao pai e ao traficante Elias Maluco, foi recentemente alvo de projetos de lei em diversas regiões do Brasil, propondo a proibição da contratação de artistas que promovem a apologia ao crime ou ao uso de drogas em shows direcionados ao público infantojuvenil.
Lei Anti-Oruam
Enquanto Oruam se vê envolvido em questões legais, o Brasil discute medidas para coibir artistas que fazem apologia ao crime. Na capital baiana, foi adotada uma legislação que proíbe a contratação de artistas que façam apologia à violência. Sancionada em 23 de setembro de 2019, o texto legal não faz menção direta ao artista, mas sim à promoção da violência nas apresentações artísticas.
O que a lei prevê?
A legislação prevê que o Poder Público municipal está proibido de contratar, patrocinar ou financiar eventos de artistas que promovem violência, especialmente em relação ao crime organizado ou à apologia ao uso de drogas. A norma também inclui o combate ao trabalho infantil e ao trabalho escravo nas apresentações. A medida é parte do esforço para combater conteúdos considerados prejudiciais, principalmente quando se destinam ao público infantojuvenil.
Impacto da Lei Anti-Oruam em Salvador e outros estados
A legislação, que já está em vigor há seis anos em Salvador, tem gerado discussões em diversos locais, como no Rio de Janeiro, em que projetos semelhantes foram apresentados. Recentemente, a vereadora Amanda Vettorazzo (MBL), do Rio, apresentou uma proposta com o objetivo de barrar shows de artistas que incentivem atividades criminosas e o uso de drogas.
Lei Antibaixaria
Antes mesmo da criação da Lei Anti-Oruam, a Bahia havia adotado a Lei Antibaixaria em 2012, que também visava proibir apresentações musicais que desvalorizassem a mulher ou promovem apologia ao crime e ao uso de drogas. A Lei nº 8.286/2012, sancionada em Salvador, reforça essa proibição e complementa o que já era estabelecido pela Lei Antibaixaria no âmbito estadual.
Confira vídeo do rapper no momento da abordagem:
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