Jerônimo lança projeto de R$ 3,2 bi para ampliar transmissão de energia limpa na Bahia
Previsão de entrega é 2026; projeto integra o Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal
Feijão Almeida/GOVBA
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) lançou, nesta segunda-feira (8), em Salvador, a pedra fundamental do Projeto Serra Dourada, da Isa Energia Brasil, que vai ampliar a transmissão de energia solar e eólica entre a Bahia e Minas Gerais. Com investimento de R$ 3,2 bilhões, o empreendimento prevê a construção de 1.097 quilômetros de linhas de transmissão em 500 kV e de três novas subestações, beneficiando 23 municípios – sendo 20 na Bahia e três em Minas Gerais. A previsão de entrega é 2026.
A cerimônia aconteceu no Palacete Tira Chapéu, no Centro Histórico da capital, e reuniu o senador Jaques Wagner (PT), representantes do setor elétrico e autoridades estaduais. O projeto integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal e foi conquistado pela empresa no leilão de transmissão da ANEEL nº 01/2023 – lote 01.
Bahia reafirma liderança em energias renováveis
Ao destacar o avanço do setor, Jerônimo voltou a reforçar que a Bahia ocupa a posição de líder nacional em geração de energias renováveis, com forte expansão das fontes solar e eólica. Para ele, o Serra Dourada consolida o papel do estado como referência na matriz energética brasileira. “Estou muito feliz, já são 1.500 pessoas trabalhando nesse empreendimento”, afirmou o governador, ao salientar o impacto econômico e social da obra.
O gestor ressaltou ainda que os novos linhões representam uma etapa estratégica para reduzir gargalos na transmissão e fortalecer o sistema elétrico nacional. “Essa é uma agenda estruturante. Teremos essas linhas de transmissão tirando a energia da fonte e levando para os lugares que mais precisam”, disse. Os novos trechos vão conectar o Oeste da Bahia ao Norte de Minas Gerais, ampliando a capacidade de escoamento da energia gerada nas duas regiões.
Novas subestações vão aliviar sobrecarga e modernizar rede
Além das cinco linhas de transmissão previstas, o projeto inclui a construção de três subestações – Campo Formoso II, Barra II e Correntina. As estruturas vão reduzir a carga da rede existente e reforçar a integração entre os sistemas Nordeste e Sudeste, um dos pontos mais sensíveis do setor elétrico nos últimos anos.
Segundo o diretor-presidente da Isa Energia Brasil, Rui Chammas, o Brasil possui alto potencial de geração, mas ainda enfrenta gargalos estruturais para escoar a energia produzida. “É um potencial único. Eu diria que esse projeto é uma das espinhas dorsais da transição energética do nosso país”, declarou. Chammas destacou que o Serra Dourada será determinante para viabilizar a expansão de parques eólicos e solares já instalados e dos que estão em fase de implantação.
Obra deve impulsionar desenvolvimento regional
O governo estima que o empreendimento vai gerar milhares de empregos diretos e indiretos durante a fase de implantação, além de incentivar novos investimentos nos municípios beneficiados. A expectativa é que a ampliação da capacidade de transmissão reduza perdas, garanta maior estabilidade ao sistema e facilite a instalação de novos complexos de energia limpa.
O senador Jaques Wagner ressaltou a importância da obra como parte da agenda de sustentabilidade e desenvolvimento adotada pelo governo federal. Segundo ele, a matriz energética brasileira tem potencial de se tornar uma das mais modernas e limpas do mundo, desde que investimentos em infraestrutura de transmissão acompanhem o ritmo de crescimento da geração. O Serra Dourada, afirmou, é um dos projetos considerados prioritários dentro do PAC.
Entrega prevista para 2026
Com previsão de conclusão para 2026, o projeto deve contribuir para aumentar a segurança energética em todo o país. A integração entre Bahia e Minas Gerais fortalece o fluxo de energia entre os dois maiores sistemas da rede nacional, garantindo maior equilíbrio na distribuição e suporte em momentos de maior consumo.
Com o lançamento da pedra fundamental, o Estado consolida mais uma etapa rumo à expansão da energia renovável e à modernização do setor elétrico, com reflexos diretos no desenvolvimento econômico e na atração de novos empreendimentos.
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