Geração Z lidera uso de inteligência artificial nas compras no Brasil, revela pesquisa nacional
Estudo mostra que jovens, moradores do Sudeste e pessoas com maior escolaridade estão na dianteira do consumo orientado por tecnologia
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A geração Z desponta como o grupo que mais utiliza inteligência artificial para orientar decisões de consumo no Brasil. É o que revela uma pesquisa nacional realizada pela Nexus, que analisou o comportamento dos brasileiros diante do avanço das ferramentas digitais aplicadas às compras. Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (9), jovens entre 18 e 30 anos lideram o uso de tecnologias baseadas em inteligência artificial (IA), como assistentes virtuais e sistemas de recomendação, enquanto a maior parte da população ainda mantém distância desse tipo de recurso.
Apesar do crescimento acelerado da tecnologia, o estudo mostra que 61% dos brasileiros afirmam nunca ter utilizado inteligência artificial para realizar compras. Ainda assim, um percentual relevante já começa a incorporar essas ferramentas no cotidiano: 37% dos entrevistados disseram ter feito ao menos uma compra influenciada por sistemas de IA, incluindo plataformas como ChatGPT, Gemini, Grok ou Meta AI.
Jovens puxam adoção da inteligência artificial no consumo
O recorte etário evidencia uma diferença marcante entre gerações. Entre os jovens da geração Z, 46% afirmam usar inteligência artificial para comprar produtos ou serviços, seja para comparar preços, buscar recomendações, avaliar marcas ou entender especificações técnicas. O número contrasta fortemente com o comportamento das faixas etárias mais altas.
Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, por exemplo, 78% declararam nunca ter utilizado IA em decisões de compra. O dado revela que, embora a tecnologia esteja cada vez mais presente no cotidiano, sua adoção ainda é profundamente desigual, influenciada por fatores como idade, familiaridade digital e acesso à informação.
Escolaridade e região influenciam uso da tecnologia
A pesquisa também aponta diferenças relevantes quando o critério analisado é a escolaridade. Pessoas com maior nível de instrução demonstram maior abertura ao uso da inteligência artificial como ferramenta de apoio ao consumo. Já entre os brasileiros com menor escolaridade, a resistência é mais acentuada, refletindo desigualdades históricas no acesso às tecnologias digitais.
Do ponto de vista regional, o Sudeste concentra a maior parcela de usuários de IA aplicada às compras. Em contrapartida, o Nordeste aparece como a região onde há maior resistência à adoção dessas ferramentas. Segundo os pesquisadores, essa diferença pode ser explicada por fatores como renda média, infraestrutura tecnológica e acesso à internet de qualidade.
Influenciadores virtuais ainda enfrentam desconfiança
O levantamento também investigou a percepção dos brasileiros sobre influenciadores digitais criados por inteligência artificial. O resultado mostra que, embora o conceito seja amplamente conhecido, a confiança ainda é baixa. Cerca de 73% dos entrevistados afirmaram já ter ouvido falar em influenciadores virtuais, mas apenas 6% dizem confiar nesses perfis.
Em comparação, 36% afirmam confiar em influenciadores humanos, enquanto 39% dizem não confiar em nenhum dos dois. Mesmo diante da desconfiança, os dados indicam que a influência existe: 42% das pessoas que conhecem influenciadores feitos por IA afirmaram já ter sido impactadas por eles na decisão de compra.
Inteligência artificial vai além do consumo
O uso da inteligência artificial no Brasil não se limita às compras. A pesquisa mostra que os brasileiros recorrem à tecnologia para diversas finalidades no dia a dia. Já 48% utilizam IA para buscar informações gerais, como dúvidas cotidianas e pesquisas rápidas.
Outros 45% recorrem à tecnologia para estudar ou aprender algo novo. Enquanto 41% usam para criar conteúdos, como textos, imagens ou apresentações.
Além disso, 39% afirmam utilizar inteligência artificial para lazer e entretenimento, incluindo jogos, recomendações de filmes, músicas e interações recreativas. O dado reforça que, mesmo com resistências, a IA já ocupa um espaço relevante na rotina digital da população.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa da Nexus ouviu 2.012 brasileiros com 18 anos ou mais, distribuídos nas 27 Unidades da Federação, entre os dias 26 de agosto e 1º de setembro. As entrevistas foram realizadas de forma presencial, garantindo maior diversidade de perfis socioeconômicos. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Tendência de crescimento e desafios
Os dados indicam que o uso da inteligência artificial nas decisões de compra tende a crescer, impulsionado principalmente pelas gerações mais jovens e pela ampliação do acesso às tecnologias digitais. No entanto, o estudo também revela desafios importantes, como a necessidade de educação digital, combate à desinformação e construção de confiança nos sistemas automatizados.
À medida que a IA se consolida como ferramenta de apoio ao consumo, o comportamento do brasileiro passa por uma transformação gradual, marcada por contrastes geracionais, regionais e sociais. O avanço existe, mas ainda convive com cautela, dúvidas e desigualdades no acesso à inovação.
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