Autor de atentado ao STF se deixou levar pelo ódio, diz irmão
Polícia Federal apura como Francisco financiava sua permanência em Brasília e se ele agiu sozinho ou contou com apoio para realizar o ataque
Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Um dos irmãos de Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tiü França, que morreu após explodir bombas nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que ele estava obcecado por política nos últimos anos e apresentou comportamento considerado irreconhecível. As declarações foram dadas em entrevista à TV Brasil.
“A pessoa com a cabeça fraca, se não está bem centrada, acaba se deixando levar pelo ódio”, disse.
De acordo com o relato, Francisco, que tinha 59 anos e era chaveiro, era visto como alguém tranquilo antes de se envolver intensamente em debates políticos. Após as eleições presidenciais de 2022, passou a falar apenas de política, o que dificultou o convívio familiar. A situação teria se agravado ao longo de 2023.
O irmão revelou que Francisco participou de acampamentos em rodovias de Santa Catarina contrários à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022. Ele também acredita que o chaveiro mantinha contato com grupos extremistas pela internet, o que teria influenciado seu comportamento. Para ele, o chaveiro interagia com grupos extremistas na internet, o que o levaram ao “ódio”.
O ato e a morte de Francisco causaram perplexidade entre os familiares. Segundo o irmão, Francisco vivia da renda obtida com imóveis alugados em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, Santa Catarina, onde também chegou a disputar as eleições municipais de 2020 como candidato a vereador pelo PL.
Ataque contra Moraes
Apesar de o atentado com explosivos ter como alvo o ministro do STF Alexandre de Moraes, segundo as investigações, o irmão de Francisco não acredita que ele tivesse a intenção de matar o magistrado. Moraes é relator dos inquéritos sobre os atos golpistas de 8 de janeiro.
Investigação
A Polícia Federal apura como Francisco financiava sua permanência em Brasília e se ele agiu sozinho ou contou com apoio para realizar o ataque.
Nos últimos quatro meses, Francisco morava em uma casa alugada em Ceilândia, a cerca de 30 quilômetros da Praça dos Três Poderes. No imóvel, ele teria preparado parte dos artefatos explosivos utilizados no atentado. Além disso, alugou um trailer estacionado próximo à Praça dos Três Poderes, entre outros veículos adaptados para comércio de alimentos.
As investigações buscam esclarecer as circunstâncias que levaram ao ato e possíveis conexões do chaveiro com redes de apoio extremistas.
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