Vereadores de Salvador se reúnem com moradores da Barra e discutem com trade plebiscito sobre terceiro circuito
Parlamentares participaram de reunião com integrantes da Associação de Moradores e Amigos da Barra (AMABARRA) e do SOS Carnaval nesta segunda-feira (27)
Reprodução / Instagram @drmauriciotrindade
Vereadores de Salvador têm promovido uma série de encontros com representantes de diferentes setores envolvidos no Carnaval, visando solucionar diversas queixas sobre o evento. Nesta segunda-feira (27), parlamentares participaram de reunião com integrantes da Associação de Moradores e Amigos da Barra (AMABARRA) e do SOS Carnaval. Na ocasião, foi debatida a criação de um plebiscito para que a população decida onde deverá ser o novo circuito da folia.
Em entrevista ao Portal M!, o vereador Maurício Trindade (PP) contou que a população será convidada a participar da discussão e revelou que o plebiscito deve ser lançado já na próxima semana.
“A gente quer fazer um plebiscito, porque dono do carnaval não é a prefeitura, é a população. Aí a gente define onde queremos o terceiro circuito“, afirmou.
Ainda segundo o vereador, não há definição se o plebiscito ocorrerá através de uma pesquisa ou por meio digital. “A gente está juntando todos os atores para poder trocar ideia, mas vamos lançar o plebiscito”, assegurou.
Trindade defende circuito no Comércio
Ainda em entrevista ao Portal M!, Maurício Trindade defendeu que uma alternativa é adotar o Comércio como um novo circuito. Segundo ele, a alternativa além de ser viável, seria um movimento importante para a revitalização da região.
“Aí você casa a revitalização do Comércio, o melhor circuito porque é econômico, porque você já está no meio dos outros, é o circuito da saúde, da segurança pública, etc. Você vê que o trio elétrico anda no Campo Grande, depois desce para a Barra, agora incorpora Comércio. Você tem ali uma avenida, a da França, super larga, são quatro pistas de um lado, quatro do outro, canteiro de um lado, área pra arquibancada, pra camarote, para tudo”, defende o vereador.
Ele aponta ainda que a criação deste circuito vai beneficiar o bairro e ampliar a movimentação econômica. “Daqui a pouco você vai começar a comprar [terreno] para fazer hotel, fazer apartamento, alugar para quem quer assistir Carnaval”, defendeu.
Segundo ele, comissões da Câmara estarão diante da discussão: a frente do Carnaval, a comissão de turismo e a comissão permanente de desenvolvimento econômico da cidade. Maurício aponta que os moradores relatam não conseguirem contato com a gestão municipal.
“A prefeitura não ouve ninguém, setor algum. [Relataram] que procuram a Semob para tratar do trânsito, que fecham as ruas, aí dão aqueles tagzinhos, que só dá direito a um pedaço do circuito. Eles precisam ir ali comprar pão em outra região, por exemplo, não tem como circular, além de se sair, não volta. Aí senta com a Semop, porque tem quase 10 mil pessoas entre os ambulantes, os cordeiros, ninguém resolve. Aí senta para ver a feirinhas, porque faz feira o dia todo, ninguém resolve. Você está a um mês do Carnaval, então começa a fechar rua, bate bate, ninguém fiscaliza o som”, disse ele, que seguiu.
“Tem o preparativo do trio elétrico que leva horas testando, acaba de sair o trio do Farol, meia noite, entra o DJ que vai até 5h da manhã. Então você paga o imposto e não pode viver no seu bairro. Passou a ter feirinha sábado, domingo, e agora é musical. Os moradores dizem que está um inferno o negócio”.
Preservação do Circuito Barra-Ondina e necessidade de diálogo
Quem também participou da reunião foi o vereador Randerson Leal (Podemos), que ressaltou a importância de preservar o Circuito Barra-Ondina, considerado parte essencial da história e da identidade do Carnaval soteropolitano. Segundo ele, qualquer alteração deve ser amplamente debatida e analisada.
“Levar o circuito para outro bairro não resolve o problema. A discussão precisa ser ampla, e o município, como responsável pelo maior Carnaval do mundo, deve liderar esse diálogo com transparência, ouvindo todos os setores. A ausência de representantes da Prefeitura em um encontro tão importante foi notada, e esperamos que, nas próximas discussões, ela esteja presente para contribuir com esse debate tão necessário. Não podemos permitir que mudanças sejam feitas sem diálogo e consenso entre todas as partes envolvidas”, destacou o vereador.
Randerson disse ainda que pretende levar o tema ao plenário da Câmara Municipal para garantir que as vozes dos soteropolitanos sejam ouvidas e que qualquer decisão seja tomada de forma democrática e responsável.
“Nosso papel, como representantes do povo, é assegurar que todas as opiniões sejam consideradas antes de qualquer mudança que impacte a cidade e sua população”.
Representantes apontam falta de diálogo com a Prefeitura
Durante a reunião, os representantes da Amabarra e do SOS Carnaval também apontaram uma falta de diálogo com os órgãos municipais. Segundo os participantes, apesar de ouvirem as reclamações ao longo dos anos, a gestão municipal não estaria tomando medidas eficazes.
Segundo os vereadores, os moradores da Barra alegam que, apesar de pagarem altos impostos, que subiram 25% este ano, precisam suportar o excesso de eventos durante o ano inteiro e, especialmente, no Carnaval, que pode durar mais de 12 dias.
Além disso, as queixas se estendem ao impacto da infraestrutura e organização do evento, com fechamento de ruas e barulho excessivo. A superlotação nos circuitos também tem gerado problemas.
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