Concurso Nacional Unificado registra mais de 761 mil inscrições para 3.652 vagas
Enem dos Concursos recebeu inscrições em todos os estados brasileiros e abrange candidatos de 4.951 municípios
Joel Rodrigues/Agência Brasíli
A segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) registrou 761.528 inscrições confirmadas, conforme balanço divulgado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos no sábado (26). O processo seletivo, batizado de “Enem dos Concursos”, recebeu inscrições em todos os estados brasileiros e abrange candidatos de 4.951 municípios. As informações são da Agência Brasil.
O CNU 2025 oferece 3.652 vagas em cargos de níveis médio, técnico e superior. Os salários iniciais variam entre R$ 4 mil e R$ 16 mil, dependendo da escolaridade exigida e da área de atuação. As provas serão aplicadas em 228 cidades do país.
Áreas de Regulação, Administração e Seguridade lideram procura
O bloco de Regulação (Bloco 9) foi o mais procurado, com 177.598 inscritos. Na sequência, estão os blocos de Administração (Bloco 5), com 173.829 candidaturas, e de Seguridade Social (Bloco 1), com 127.970 participantes. Os demais blocos reúnem áreas como cultura, educação, ciência e tecnologia, engenharia, saúde e justiça.
A maioria das vagas exige formação superior, com exceção dos blocos 8 e 9, que concentram os cargos de nível intermediário. Nesta edição, o processo seletivo será regido por um único edital, diferente da edição anterior, que teve oito documentos distintos por bloco temático.
O edital reúne informações sobre número de vagas, salários, conteúdo programático, critérios de classificação e notas finais. A proposta do CNU, segundo o governo federal, é consolidar uma política pública permanente de recrutamento para o serviço público com foco em equidade e inclusão.
Blocos temáticos do CNU reúnem áreas semelhantes
As vagas foram organizadas em nove blocos temáticos, agrupando funções com áreas de atuação semelhantes. São eles: Seguridade Social (Bloco 1), Cultura e Educação (Bloco 2), Ciências, Dados e Tecnologia (Bloco 3), Engenharias e Arquitetura (Bloco 4), Administração (Bloco 5), Desenvolvimento Socioeconômico (Bloco 6), Justiça e Defesa (Bloco 7), Intermediário – Saúde (Bloco 8) e Intermediário – Regulação (Bloco 9).
O modelo permite que os candidatos concorram a diversas vagas de um mesmo bloco com uma única inscrição. A maior parte dos cargos está concentrada em órgãos com sede em Brasília (DF), mas há oportunidades também em outros estados.
Segundo o MGI, a divisão por blocos temáticos foi mantida para facilitar a logística e permitir a seleção de candidatos mais alinhados com as áreas de atuação dos órgãos públicos federais.
Mulheres são maioria entre os candidatos do CNU
Nesta edição, 60% dos inscritos são mulheres. Na primeira edição do concurso, a participação feminina foi de 56,2%. Segundo o Ministério da Gestão, medidas específicas foram implementadas para incentivar a adesão feminina.
Uma das novidades é a adoção de ação afirmativa voltada às mulheres: se o percentual de classificadas para a segunda fase for inferior a 50%, haverá equiparação para garantir maior equilíbrio de gênero nessa etapa do processo.
Além disso, a nova edição estabelece regras mais rígidas para assegurar a reserva de vagas destinadas a pessoas negras, indígenas, quilombolas e com deficiência, conforme previsto em lei.
Ampliação das cotas no concurso público
A distribuição das cotas foi definida da seguinte forma: 25% para pessoas negras, 3% para indígenas, 2% para quilombolas e 5% para pessoas com deficiência (PcD). Quando o número de vagas não atinge o mínimo necessário para aplicação direta das cotas, é realizado um sorteio para garantir a reserva proporcional.
Segundo o Ministério da Gestão, “a iniciativa reforça o compromisso com a promoção da equidade no acesso ao serviço público federal”. A proposta foi apresentada como parte de um esforço para ampliar a diversidade entre os servidores.
A reserva de vagas segue diretrizes estabelecidas pela legislação federal, com critérios de autodeclaração e verificação de pertencimento ao grupo indicado, conforme normas do edital.
Prova objetiva será aplicada em outubro
A primeira etapa do concurso será realizada no domingo, dia 5 de outubro. A prova objetiva será composta por questões de múltipla escolha, divididas entre conhecimentos gerais e específicos. A aplicação ocorrerá de forma simultânea em todas as cidades-sede.
Para os cargos de nível superior, a prova objetiva terá 90 questões, sendo 30 de conhecimentos gerais e 60 de conhecimentos específicos. Já para nível intermediário, serão 68 questões no total, com 20 de conhecimentos gerais e 48 de conhecimentos específicos.
As disciplinas da parte comum incluem língua portuguesa, raciocínio lógico e atualidades, além de outros conteúdos definidos conforme cada área temática.
Prova discursiva será aplicada em dezembro
A segunda etapa do concurso será composta por uma prova discursiva, marcada para 7 de dezembro de 2025. Apenas os candidatos aprovados na etapa objetiva participarão desta fase.
Para os cargos de nível superior, os candidatos deverão responder a duas questões discursivas, com aplicação das 13h às 16h. Já os candidatos aos cargos de nível intermediário farão uma redação dissertativa-argumentativa, aplicada das 13h às 15h.
O conteúdo e o formato da prova discursiva serão definidos conforme o bloco temático ao qual o cargo pertence, respeitando a especificidade das funções previstas no edital.
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