Nem todo mundo comemora: descubra o que a Páscoa significa (ou não) para outras religiões
Data cristã mais importante do calendário também é marcada por simbolismos pagãos e tradições judaicas milenares
Paulo Pinto//Agência Brasil
A Páscoa é considerada a mais importante celebração do cristianismo, lembrando a ressurreição de Jesus Cristo após sua crucificação. Mas apesar da forte ligação com os católicos e evangélicos, a data tem significados distintos – ou mesmo inexistentes – para outras religiões. Judaísmo, espiritismo, religiões afro-brasileiras e tradições pagãs têm ritos e interpretações próprios para este período do ano.
A origem da Páscoa remonta a diferentes povos e tempos históricos. Muito antes do surgimento do cristianismo, germânicos e celtas celebravam a chegada da primavera no hemisfério norte com cultos à deusa Ostara, símbolo da fertilidade. Daí vêm os ovos e o coelho, hoje associados ao imaginário da Páscoa moderna. Com o tempo, o cristianismo absorveu alguns desses elementos simbólicos, criando um mosaico religioso e cultural em torno da data.
Católicos fazem da Semana Santa o ápice da fé cristã
Para os católicos, a Páscoa é o ponto culminante da chamada Semana Santa, iniciada no Domingo de Ramos. Durante os dias que antecedem o Domingo de Páscoa, fiéis participam de procissões, missas e encenações da Paixão de Cristo. A Sexta-feira Santa remete à morte de Jesus, enquanto o domingo representa sua ressurreição, símbolo da vitória sobre o pecado e a morte.
A tradição de trocar ovos de chocolate é, em grande parte, popularizada por meio da cultura católica ocidental. Ainda que secularizada em muitos contextos, a prática conserva traços do simbolismo original relacionado à vida nova e à fertilidade.
Evangélicos também celebram ressurreição de Cristo
Entre os evangélicos, a Páscoa é igualmente relevante, embora com menos ênfase nos símbolos como ovos e coelhos. O foco está nos cultos especiais realizados no período, que incluem pregações sobre a ressurreição, louvores e reflexões espirituais.
As formas de celebração podem variar conforme a denominação – igrejas pentecostais, históricas e neopentecostais podem adotar abordagens distintas. No entanto, o cerne da comemoração permanece: “a história da morte e ressurreição de Cristo”.
Espiritismo vê a Páscoa como símbolo da vida eterna
O espiritismo não possui rituais de Páscoa, mas reconhece a importância simbólica da ressurreição. Para os espíritas, que seguem os ensinamentos codificados por Allan Kardec, a ressurreição de Cristo representa “a vitória sobre a morte do corpo físico e, portanto, a imortalidade do espírito em outra dimensão”.
A data pode ser lembrada como um momento de reflexão sobre a continuidade da vida após a morte e o papel da evolução espiritual na existência humana.
Judaísmo celebra Pessach, que relembra libertação no Egito
Para os judeus, o período pascal está associado à festa de Pessach, que nada tem a ver com a ressurreição de Jesus. A tradição milenar comemora a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito, conforme narra o livro do Êxodo.
O ritual começa com o Sêder, um jantar cerimonial marcado por pratos simbólicos e leitura do Hagadá, que conta a história da fuga do Egito. Refeições e narrativas são intercaladas para ensinar, sobretudo às crianças, o valor da liberdade e da fé.
Religiões afro-brasileiras seguem seus próprios rituais
Candomblé e umbanda não celebram a Páscoa, já que suas cosmovisões não incluem a figura de Cristo como central. As práticas espirituais são voltadas para os orixás, com calendários e festividades próprios. Assim, enquanto o país se mobiliza em torno da Semana Santa, terreiros seguem sua programação habitual de oferendas, cantos e rituais.
Entenda calendário pascal e como ele é definido
A Páscoa é uma data móvel, definida com base na Quarta-feira de Cinzas. A partir dela, contam-se 46 dias até o Domingo de Páscoa, passando pela Quaresma. Em 2025, a Semana Santa começou em 13 de abril (Domingo de Ramos) e se encerra em 20 de abril (Domingo de Páscoa).
Apenas a Sexta-feira Santa é feriado nacional. A Quinta-feira Santa pode ser ponto facultativo, conforme decisão de governos locais. Como a Páscoa cai sempre em um domingo, não configura feriado oficial no Brasil.
Serviço: celebrações da Semana Santa em Salvador
O quê: Celebrações do Tríduo Pascal e Domingo de Páscoa
Quem: Arquidiocese de São Salvador da Bahia
Quando: De 17 a 20 de abril de 2025
Onde: Catedral Basílica do Santíssimo Salvador – Praça Quinze de Novembro, s/n, Centro Histórico, Salvador
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