Boate em Salvador promove encontro para debater segurança da comunidade LGBTQIAPN+
Violência crescente preocupa moradores e autoridades locais
Divulgação
As redes sociais foram recheadas, nestas últimas semanas, de relatos sobre assaltos direcionados ao público LGBTQIAPN+ em Salvador. Para conter a violência na cidade, principalmente, no bairro Rio Vermelho onde concentra mais o público da comunidade, os empresários Jullio Vaz e Ana Luiza Gagliano, sócios da SAN Boate instalada na região, se reuniram, na última quinta-feira (23), com autoridades e representantes da comunidade.
O encontro buscou idealizar ações contra os criminosos que têm agido com frequência em locais e espaços frequentados pela comunidade. Segundo relatos, motoqueiros armados têm utilizado plataformas de transporte por aplicativo nas imediações desses locais e, ao buscarem os passageiros, anunciam o assalto. No encontro estavam presentes o major Danilo Mascarenhas, da 12ª Delegacia de Polícia do Rio Vermelho, e Marlon Abboud, representante do Conselho Comunitário Social e de Segurança do Rio Vermelho e Ondina (CCSSRVO).
Medidas de segurança em debate
Dentre as ações propostas durante a reunião, destacou-se a implantação de uma operação ostensiva nos arredores dos locais de lazer mais frequentados pela comunidade. Essa iniciativa visa prevenir crimes e aumentar a presença policial em áreas críticas, especialmente com a proximidade do Carnaval, período de maior demanda por transportes por aplicativo e mototáxis.
Os representantes da SAN Boate enfatizaram a importância da colaboração entre empresários, sociedade civil e polícia para criar soluções eficazes onde todos possam se sentir seguros para ter seus momentos de lazer.
Violência contra LGBTQIAPN+ na Bahia
Segundo dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), a Bahia é o 2º estado mais violento para a comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil, sendo responsável por 10,65% dos 291 mortes no país. Em 2024, 31 crimes letais foram registrados no Estado, que só perde para São Paulo, com 53 casos. Já Salvador lidera como a capital mais perigosa, com 14 casos registrados. Em seguida, aparecem São Paulo (SP), com 13 casos, e Belo Horizonte (MG), com sete.
Contexto histórico e social
Para Luiz Mott, antropólogo e fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), a violência contra LGBTQIAPN+ está diretamente ligada à desigualdade social e econômica do estado. “Matar para roubar é uma prática que se desenvolve, sobretudo, em ambientes muito homofóbicos e com desigualdade econômica tão grave como acontece, por exemplo, em Salvador”, explicou.
Ele complementou ainda que muito do preconceito e violência é impacto do passado escravista na formação da cultura de intolerância e violência no Brasil. Já Horácio Nelson Hastenreiter, professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e especialista em segurança pública, acrescenta que discursos antiminorias e extremistas, que ganharam força nos últimos anos, também contribuem para o aumento da violência.
LGBTfobia no Brasil
O Grupo Gay da Bahia (GGB) divulgou que, em 2024, houve 291 mortes de membros da comunidade LGBTQIAPN+, todas motivadas pela LGBTfobia. Segundo os dados, houve um aumento de 8% em comparação ao ano anterior. O levantamento aponta ainda que o Brasil continua sendo o líder mundial nesse tipo de crime, com estatísticas de uma morte violenta a cada 30 horas.
A pesquisa do GGB revelou que, dos 291 casos, 239 foram classificados como homicídio, seguidos por 30 latrocínios e 18 suicídios. Outras causas somaram quatro casos. Entretanto, o relatório ainda afirma que alguns casos são omitidos pelos jornais, pela polícia ou nem são registrados, o que impede o número real de ser revelado.
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