João Roma nega conversa sobre candidatura única de Coronel em chapa de Neto e defende construção conjunta da oposição
Presidente do PL na Bahia diz que negociações da oposição estão avançadas e projeta rearranjo nacional da direita para 2026
Equipe M!
O presidente do PL na Bahia, João Roma, negou que existam tratativas para que o senador Angelo Coronel (PSD) seja candidato único ao Senado em uma eventual chapa liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil). O ex-ministro da Cidadania afirmou que qualquer rearranjo político para 2026 precisa ser fruto de diálogo amplo para fortalecer a oposição ao PT no Estado. A declaração foi dada durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15), em Salvador.
Durante o cortejo da Lavagem do Bonfim, João Roma comentou especulações sobre a reconfiguração da chapa da oposição com a possível entrada de Angelo Coronel, parlamentar que pode ser rifado da chapa “puro sangue” do governador Jerônimo Rodrigues para acomodar o ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao lado do senador Jaques Wagner. Questionado sobre a hipótese do senador migrar para a oposição e assumir de forma isolada a vaga ao Senado, o dirigente do PL afirmou não ter conhecimento de qualquer negociação nesse sentido.
“Não soube disso. Obviamente não seria um pedido muito factível. O Coronel tem a caminhada dele, é uma pessoa que avança no campo baiano. Mas é fundamental que a gente busque agregar forças, até porque não acredito em chapas fracionadas, acredito sim no bloco que possa vencer as eleições”, declarou Roma, que é cotado para a vaga do Senado pelo lado da oposição.
Diálogo com ACM Neto e prazo para definição
Após terem sido adversários na eleição de 2022, João Roma e ACM Neto vêm reaproximando agendas e discursos com o objetivo de evitar a pulverização de candidaturas no campo oposicionista. Segundo Roma, as conversas seguem em andamento e respeitam o calendário eleitoral.
“Dizem que quem tem prazo não tem pressa. Nós temos um período até o dia 4 de abril, que é o prazo de desincompatibilização dos cargos. A tendência é que nós [vamos] marchar juntos”, afirmou.
Roma enfatizou que a legenda não tem “fixação por cargo ou espaço”. No entanto, ele é apontado como o nome natural para ocupar a vaga ao Senado na chapa de Neto ou até mesmo indicar a vice. A data de 4 de abril foi fixada por ele como o “momento emblemático” em que o desenho das chapas estará “decantado”.
Fortalecimento da direita
Para João Roma, o Brasil vive um momento de maturação das lideranças de direita e centro-direita. Ele citou uma lista de governadores que, em sua visão, ocupam hoje o vácuo de liderança e mostram a capilaridade desse campo político no país. Entre os nomes mencionados estão os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Ratinho Júnior (PR) e Ronaldo Caiado (GO), além de citar Aldo Rebelo como uma figura de diálogo nesse espectro.
“Você vê movimentações que eu acho que são salutares, vê hoje ainda o nome de Zema, o nome de Aldo Rebelo, que deve lançar a sua candidatura, é muito animador, mostra uma visão nacional muito importante, e ele que é nordestino como nós. Então, tudo isso, eu acho que é muito positivo, que mostra não só a rejeição a um projeto que já está exaurido, que é o projeto de Lula, que não oferece propostas à população, assim como você observa também, pessoas buscando as ferramentas para o futuro do Brasil”, pontuou Roma ao editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra.
No entanto, a grande aposta de Roma para enfrentar o PT em nível federal não é um dos governadores, mas o senador Flávio Bolsonaro (PL). João Roma descreveu o filho “zero um” do ex-presidente Jair Bolsonaro como a peça ideal para aglutinar forças devido ao seu temperamento:
“Pelo perfil agregador, discurso leve e articulado, ele vai despontar naturalmente como alternativa e oferecer uma perspectiva melhor para o futuro da nossa nação”, defendeu Roma.
Segundo Roma, a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro é “pra valer” e “consolidada”. “Ficamos muito animados, porque não só ele aumentou nas intenções de voto, mas a partir do momento que a população vai conhecendo o personagem Flávio Bolsonaro, muito habilidoso, de fala serena, de visão ampla, bem articulado, mostrou também que caiu a rejeição dele. Então isso traz uma perspectiva de ter um nome que realmente possa crescer ainda mais e dar um novo sentido para o governo nacional”.
“Aqui na Bahia, nós estaremos caminhando ao lado desta candidatura e vamos fortalecer, juntando aqui os demais personagens, para que possamos oferecer uma proposta de mudança para a população”, completou o dirigente ao Portal M!.
Críticas ao PT e expectativa de mudança
João Roma também voltou a criticar o PT e disse acreditar que a Bahia vive um momento propício para mudança política após mais de duas décadas sob a mesma orientação.
“O cidadão baiano percebe que, em 20 anos de PT, foram feitas muitas propagandas, mas, infelizmente, não entrega o que promete. O PT tem aumentado impostos e manipulado, especialmente, os mais pobres”, ressaltou ao Portal M!.
Segundo Roma, a oposição trabalha de forma articulada para apresentar à população uma alternativa consistente, tanto na Bahia quanto no plano nacional, sem rupturas internas e com foco na construção de um projeto unificado para 2026.
Brasília em efervescência
Roma também analisou o ambiente político na capital federal. Para ele, os meses de março e abril serão de “grande efervescência”, com o encerramento da janela partidária e as definições de nomes que disputarão o Congresso e o Planalto.
O ex-ministro acredita que o eleitorado está em busca de uma proposta que melhore o futuro da Bahia. Segundo o dirigente, a união entre o PL (maior partido em tempo de TV e fundo partidário) e o União Brasil (com a liderança de ACM Neto) criaria uma estrutura difícil de ser batida pela máquina estadual petista.
Pontos-chave da estratégia de João Roma para 2026:
- Unificação da Direita: evitar candidaturas isoladas que facilitem a vida do PT na Bahia.
- Aposta Nacional: sustentar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro para manter a base bolsonarista mobilizada.
- Pragmatismo: utilizar o prazo de abril para negociar as melhores condições de visibilidade e estrutura para o PL dentro da coligação com o União Brasil.
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