Exposição ‘O Caminho de Volta – Andarilhos’ realiza debate com Francisco Senna sobre arte, percepção e formação do olhar
Roda de conversa ocorre nesta quinta-feira (22), e integra exposição que celebra os 50 anos de trajetória da ceramista Hilda Salomão
Divulgação
O historiador e arquiteto Francisco Senna participa, nesta quinta-feira (22), da roda de conversa “O papel da arte na educação do olhar”, marcada para as 15h, no Museu de Arte da Bahia (MAB). A atividade integra a programação da exposição O Caminho de Volta – Andarilhos, que celebra os 50 anos de trajetória da ceramista Hilda Salomão e permanece aberta ao público com acesso gratuito.
A proposta do encontro é discutir a influência da arte na formação da sensibilidade e na ampliação da percepção, considerando diferentes linguagens como formas de conhecimento. Senna abordará relações entre práticas artísticas, processos educativos e modos de interpretar o mundo, destacando a arte como mediadora de experiências. A ceramista Hilda Salomão também estará presente na roda de conversa.

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Exposição reúne cinco décadas de produção
Francisco Senna é arquiteto e historiador, com especialização em conservação e restauração de monumentos pela UFBA e pela Universidade de Florença. Ele foi professor da Faculdade de Arquitetura da UFBA, atuou como pró-reitor de Extensão e presidiu a Fundação Gregório de Mattos, acumulando experiências em gestão cultural. Atualmente, ocupa a Cadeira 24 da Academia de Letras da Bahia e desenvolve atividades como palestrante e escritor.
A roda de conversa integra o conjunto de ações da exposição “O Caminho de Volta – Andarilhos”, que apresenta 50 obras distribuídas entre esculturas, painéis e instalações produzidas por Hilda Salomão ao longo de cinco décadas. O percurso expográfico revisita momentos marcantes da artista e evidencia a construção contínua de sua linguagem na cerâmica. A mostra permanece em cartaz no MAB até sábado (21).
Publicação acompanha a mostra
Hilda Salomão tem atuação reconhecida na cerâmica brasileira, com passagem de mais de vinte anos pelas Oficinas de Expressão Plástica do MAM-BA. Ela também idealizou o projeto Mural Aberto, que levou atividades de cerâmica a escolas, hospitais e comunidades, aproximando diferentes públicos de práticas artísticas. A iniciativa buscou ampliar o acesso à criação e ao contato direto com materiais e processos.
A exposição é acompanhada pelo livro O Caminho de Volta – Andarilhos, que reúne textos de Francisco Senna, Alejandra Muñoz, Calasans Neto, Justino Marinho, Matilde Matos e outros autores. A publicação também inclui fotografias de Marta Suzi, compondo registros sobre a produção de Hilda Salomão ao longo de cinco décadas.
Hilda Samolão é referência na cerâmica baiana e nacional
Referência na cerâmica baiana e nacional, Hilda Salomão combina pesquisa e docência, ampliando as fronteiras da chamada “arte do fogo” e transformando o barro em gesto poético. Durante mais de duas décadas, a artista foi professora das Oficinas de Expressão Plástica do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) e idealizou o projeto Mural Aberto, que levou a cerâmica a escolas, hospitais, feiras e espaços comunitários, reforçando a relação entre arte e coletividade.
Entre as obras expostas estão peças como Andarilho, Senhora do Tempo e Procissão, que sintetizam a espiritualidade e a densidade poética de seu trabalho. Muñoz descreve a exposição como um “ritornelo”, conceito que representa retorno e recomeço. Em seu texto curatorial, a curadora Alejandra Muñoz afirma: “Hilda refaz uma e outra vez seus repertórios de formas, transformando a repetição em caminho criativo. Sua obra é o gesto de quem retorna para seguir adiante”.
O lançamento do livro homônimo ocorrerá no vernissage da exposição, com direção editorial de Dan Maior, da editora SobreGentes. A publicação estará disponível para venda on-line e reúne textos críticos e poéticos de Matilde Matos, Justino Marinho, Francisco Senna, Alejandra Muñoz, Ailton Lima, Aldo Tripodi, Calasans Neto e Udo Knoff, além de fotografias da artista visual Marta Suzi, registrando processos e atmosferas do fazer artístico de Hilda.
“Este livro nasce do desejo de olhar para trás e perceber que tudo o que fiz está ligado por um fio invisível — um rio subterrâneo que, de tempos em tempos, emerge”, afirma na introdução. A obra permite ao público compreender a poética, a memória e os bastidores da produção artística da ceramista.
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