"O maior impacto é no turismo", diz Roberto Duran sobre efeitos econômicos da pandemia

Presidente do Salvador Destination disse que setor é o mais atingido porque é o primeiro a parar e o último a retornar 

Por Jones Araújo e Osvaldo Lyra
11/04/2020 às 11h27
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Foto: Brasilturis
Foto: Brasilturis

A pandemia do coronavírus trouxe problemas drásticos para o mundo, não só na saúde, como também na economia. Em setores como o  turismo, que em Salvador, representa 25% do emprego formal, a expectativa é que o impacto seja grande, de acordo com o presidente do Salvador Destination, Roberto Duran.

"O turismo é o primeiro a parar e o último a retornar. Temos tentado sensibilizar o governo do estado e Prefeitura e acompanhado propostas do governo federal, porque nós precisamos de medidas de redução e postergação de impostos", conta o presidente do Salvador Destination. "No caso do governo federal estamos vendo a questão de capital de giro. Uma coisa é segurar dois meses e três, outra é tentar segurar cinco meses. Como manter a folha de funcionários, custos da empresa com faturamento zero?, questiona.

A cadeia do turismo na Bahia engloba 52 seguimentos, que representam 20% da mão de obra formal da Bahia. "Isso tem um peso relevante para a economia", diz o gestor.

De acordo com Roberto, ele teve uma reunião com o prefeito ACM Neto e o secretário de Turismo, Pablo Barroso para tratar da recuperação do setor pós-pandemia.

"Já foi autorizado fazer um ajuste no planejamento da parte do turismo de Salvador e obviamente devemos iniciar esse ajuste do projeto e sair com ele em junho, para que em agosto a gente possa ter algum tipo de repercussão porque a retomada será muito lenta e gradual", diz Duran.

Ele completa que a estratégia é focar no turismo de proximidade, trabalhando o público do interior e estados vizinhos. "Sabemos que até agosto as rotas domésticas não estarão estabelecidas e as internacionais somente em dezembro", diz ao explicar a nova estratégia do Salvador Destinantion.